quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

BM não tem recursos, e regimento só conta com três viaturas para policiamento

Na BM a situação é pior por que não há verbas para realizar o conserto dos veículos


Nem em agosto, no auge dos protestos dos servidores estaduais devido ao parcelamento de salários, o número de viaturas baixadas foi tão grande na Brigada Militar de Santa Maria. Naquela época, apenas quatro dos 19 carros do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) estavam disponíveis para saírem às ruas. Hoje, são três – e um deles ainda é emprestado do 2º Batalhão de Operações Especiais. Atualmente, o 2º BOE também apoia o 1º RPMon no policiamento diário com o emprego de oito viaturas.
As informações foram confirmadas pelo sub-comandante do 1º RPMon, major Nei Brilhante. Conforme ele, como as viaturas não podem rodar com qualquer tipo de irregularidade, elas são encaminhadas para manutenção. Mas a maioria acaba apresentando problemas mecânicos pela grande rodagem.
Porém, o principal problema é a falta de recursos para que os consertos sejam realizados. Brilhante não confirma o número exato, mas seriam cerca de 10 viaturas do 1º RPMon fora de combate em Santa Maria. A situação está assim há cerca de uma semana.
– Não tem previsão para que esses carros voltem. O que temos feito é pedir apoio para alguns empresários que sempre nos ajudam. Já fizemos isso anteriormente e vamos fazer de novo. Os recursos que chegam para nós, as cotas mensais, não estão sendo suficientes, por isso, estamos solicitando esses complementos – explica.
Apesar disso, o policiamento continua sendo empregado, só que os policiais estão saindo a pé.
Corpo de Bombeiros
A situação no Corpo de Bombeiros da cidade também é preocupante. Das cinco viaturas normalmente disponíveis, três estão em manutenção. Com isso, uma das sedes, em Camobi, próximo à UFSM, está sem um caminhão para combate a incêndios.
Como só dois estão disponíveis, um fica na sede central, e outro, no Parque Pinheiro Machado. Além disso, o número de bombeiros também diminuiu por conta da Operação Golfinho. Normalmente, são 16 servidores, mas, atualmente, nove tiram serviço.
Apesar disso, o comandante do 4º Comando Regional de Bombeiros, tenente-coronel Marcelo Gonçalves Maya, nenhuma ocorrência deixou de ser atendida. Segundo ele, até o final de semana uma das viaturas que está na oficina deve voltar ao funcionamento.
ZERO HORA

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