quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Instrutor e aluno viram colegas de salvamento em Capão da Canoa

 Gustavo participou dos Salva-Vidas Mirins e reencontrou professor na guarita 75, 12 anos depois 

Gustavo participou dos Salva-Vidas Mirins e reencontrou professor na guarita 75, 12 anos depois
No verão de 2004, Gustavo Vieira tinha apenas 10 anos e, na beira da praia de Capão da Canoa, no Litoral Norte, participou de uma das primeiras edições do Salva-Vidas Mirins. Ali aprendeu os cuidados que é preciso ter ao entrar no mar, como as correntezas, a influência dos ventos e os repuxos. Passados 12 anos, o menino se tornou salva-vidas e, nesta quinta-feira, auxiliou no atendimento do salvamento de um menino de 13 anos junto à guarita 73, na mesma praia de Capão da Canoa. Hoje, ele exibe com orgulho a farda de salva-vidas. “Tenho uma satisfação muito grande fazendo esse trabalho”, reconhece.
Curiosidade ou destino, atualmente Vieira tem o trabalho de salvamento e de alerta aos banhistas sob a orientação do seu antigo instrutor, que atualmente é o comandante dos salva-vidas de Capão, Isandré Antunes. “Fui o responsável pelos programas Salva-Vidas Mirins durante dois anos (2003 e 2004). Na época busquei trazer uma visão mais pedagógica às atividades. Fazíamos treinamento nas areias da praia, no mar e na lagoa. A ideia era fazer com que eles (jovens) não se tornassem vítimas. Então, dá para imaginar a minha surpresa quando soube que ele era ex-aluno”, recordou o comandante durante encontro com o ex-aluno.
A recordação dessa história veio do próprio Vieira, que guardava em casa as fotos da experiência vivenciada em 2004. “Passei as fotos para o comandante por celular e ele quase não acreditou”, comentou. Filho de policial militar aposentado, ele disse que sempre quis seguir a carreira do pai Jair Gehlen. Tanto que, ao fazer 18 anos, passou no concurso da Brigada Militar. Na corporação, ingressou aos 19 anos. “Precisei ter no mínimo dois anos para poder fazer o treinamento de salva-vidas”, salientou. Essa é a sua primeira Operação Golfinho e pelo desejo, com certeza, não será a última.
fonte abamf

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