sábado, 13 de fevereiro de 2016

CORPO VOLUNTÁRIO DE SOCORRO E RESGATE EM GRAVATAÍ RS

Final de Semana que salva vidas em Gravataí


Já pensou em dedicar seu tempo livre para salvar vidas? A reportagem passou o feriadão de carnaval acompanhando os membros do Corpo Voluntário de Socorro e Resgate.
Era 19h quando nossa equipe de reportagem chegou até a base dos voluntários nas imediações da ERS-118, no Parque Municipal de Eventos de Gravataí. Fomos recebidos pelo atual Presidente da Organização, Flávio Ribeiro que nos apresentou a equipe e, depois de acompanhar a troca do plantão nos mostrou a base de apoio dos voluntários.
A rotina começa com a passagem de plantão. Uma reunião de quem sai e quem chega, atualiza tudo que aconteceu no dia e também as estruturas como Unidade de Resgate e materiais para os atendimentos. Feito o check-list, hora de ficar alerta.
Na noite de sábado(6), Bianchet, Rosi, Amanda, Robson, Scherer, Matheus e o líder de equipe Pedro Eltz, aguardavam o primeiro chamado. Que logo aconteceu.
Uma queda da própria altura movimentou a equipe até a rua Tarumã no São Jeronimo. Um senhor com alguns ferimentos, recebeu o atendimento 6 minutos e 34 segundos após o chamado. Enquanto o condutor da noite, Robson, sinalizava o local, os demais estabilizavam o idoso e também já prestavam todo o auxílio. Minutos depois, chegou uma equipe do Samu.
Naquela noite, duas ambulâncias da Samu estavam de plantão. Em conversa com um dos socorristas do serviço público, os comentários sobre o Corpo Voluntário são os melhores.
“Eles nos auxiliam muito. Sempre nos dão o apoio necessário, quando preciso”, disse um socorrista que pediu para não ser identificado.
Mesma opinião que médicos, enfermeiras e profissionais da saúde ouvidos pelo reportagem , sobre os voluntários.
O deslocamento pela vida, entre rua Tarumã e Hospital Dom João Becker levou pouco menos de 10 minutos. Ali é repassado caso e paciente e missão cumprida.
Ao retornar para base, uma reunião é feita para atualizar os dados da ocorrência. No meio dela, lembra-se da ‘jóia’. É assim que chamam sua alimentação, que muitas vezes são doadas por comerciantes da região. Na noite do sábado, era vez da Churrascaria Radar.
Mesmo na hora do jantar, atenção ao máximo para toda mensagem que chega aos telefones dos Corpo Voluntário.
Risadas, conversa, chimarrão. Essa união é inquestionável para ultrapassar e romper as barreiras da madrugada. A base conta com um dormitório coletivo para aquele momento que aperta o sono. Sono esse que o condutor Robson, vence, descansando para estar sempre pleno em caso de emergência.
Nossa equipe manteve-se distante na madrugada, para preservar a rotina normal dos socorristas.
Amanhecendo o domingo(7), os primeiros voluntários partem. Fim de jornada para alguns. Pedro Scherer, tinha como destino o litoral norte com sua namorada, também voluntária. Mas seu pensamento ficava com os amigos, torcendo por não atender mais ocorrências até o fim do plantão.
Foto Duda Homem / Vale7

Foi assim que aconteceu. Fim de plantão, e apenas um atendimento em 12 horas de atenção plena. Nele, Pedro Eltz, líder de equipe naquela noite tinha mais 12 horas (fechando 36 horas) pela frente.
Seguindo o dia, acompanhamos manhã e tarde. Algumas mudanças aconteceram na equipe, com a chegada de Maia e Kelly, para integrar o grupo. No meio do bate-papo, uma nova ocorrência. Um homem caiu de uma tirolesa no sítio Laranjal na ERS-020.
Foram 5 minutos e 13 segundos da base até a parada 75 da rodovia, para o atendimento. Ali a vítima já tinha sido retirada por populares. O cuidado era com as possíveis fraturas devido a queda contra o solo. Amanda, Pedro, Maia comandavam todos os passos adquiridos pela experiências da profissão.
Também o Samu compareceu e garantiu que o atendimento estava em condições e liberou o deslocamento até o HDJB.
Na mesma tarde, durante espera de um novo chamado, Pedro liderou a sua equipe para um treinamento com um Desfibrilador (conquista através de uma doação de jipeiros da região), de Parada Cardíaca. Questionamentos, passo a passo, tudo era motivo de atenção e cautela nas respostas.
Resultado de sábado e domingo do feriadão de carnaval: Dois atendimentos.
Na segunda(8), um acidente na Avenida Ely Corrêa com um motociclista e carro, deixou dois feridos que foram atendidos pelo Samu. Mas mesmo assim, ali estava a C20 ou UR 05 do Corpo Voluntário de Socorro e Resgate.
Já na noite de terça-feira(10), um telefonema alertava para um acidente com três vítimas na rua Padre Chagas, atrás do antigo Asun na parada 61. Viaturas na rua, quando uma confirmação trouxe uma péssima notícia: Era um trote.
Trotes que são poucos, mas acontecem, segundo membros do Corpo Voluntário. Uma das ferramentas para evitar é sempre a confirmação de quem está na base, durante o deslocamento da Unidade de Resgate. Esse telefonema é fundamental para não se perder tempo e nem gasolina, essa que é uma conquista através da Prefeitura.
O Corpo Voluntário de Socorro e Resgate vive de doações. Assim foram as viaturas, alimentação, equipamentos, manutenção. Claro que muitas coisas, são buscadas quando necessário. Na semana do carnaval, uma das viaturas estava em manutenção. Ali, gastos mais de mil reais, que foram conquistados porta a porta. E muitos, abre seu caixa e tira o necessário e possível para ajudar.
Ajuda essa que Maia, um dos integrantes, conta que recebeu em meio a ocorrência na ERS-118. Em atendimento de um acidente, um senhor parou e retirou R$ 50,00 da sua carteira e entregou para Maia. A justificativa: Já teve um filho socorrido pelos voluntários e precisava ajudar depois disso.
Na saída de nossa equipe da base, depois de quase 24 horas acompanhando, sentimos um alívio. Alívio de saber que profissionais qualificados, tiram tempo de sua vida com família ou até mesmo com a filha (como no caso de Marcos e Rosi Bianchet) para dedicar aos nossos filhos e familiares.
Foto Divulgação CVSR

Sobre:O Corpo Voluntário de Socorro e Resgate do Rio Grande do Sul(CVSR-RS) é uma entidade sem fins lucrativos e foi fundada no dia 10 de Março de 2001, com o primeiro serviço prestado no dia 5 de maio de 2001, por um grupo de pessoas voluntárias, que prestavam serviços em outras instituições como Cruz Vermelha Brasileira e Corpo de Bombeiros. Esta sociedade civil, devidamente cosntituída, tem como objetivos realizar um trabalho de conscientização e prevenção aos acidentes e atendimento Pré-Hospitalar às vítimas de trauma nas Rodovias RS-118, RS-020, RS-030 e perímetro urbano de Gravataí.
Foto Jeferson Silveira / Vale7

Local:
Estrada Passo do Hilário, 4711, 94140-670 Gravataí
Atendimento Pré-Hospitalar de emergência nos finais de semana (a partir das 8h de sexta-feira até as 20h de domingo) aos pacientes vítimas de trauma.
Em caso de emergência ligue: (51) 9164.5050
fonte vale7

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