terça-feira, 8 de março de 2016

Homem paraplégico volta a andar com técnica revolucionária



noticias.uol
http://www.conexaobombeiro.com.br/noticias/bombeiros/143643/1


  • Após ser esfaqueado e ficar paraplégico, Darek Fidyka conseguiu voltar a andar
"Reparar" a medula espinhal com o transplante de células provenientes da cavidade nasal. Essa é uma técnica que foi testada com sucesso por alguns médicos poloneses e britânicos e que fez com que um homem, que estava paraplégico da altura do torso para baixo, recuperasse as sensações e o controle dos próprios músculos, conseguindo até andar, em 2014.  

A história é de Darek Fidyka, um ex-bombeiro que ficou paraplégico ao ser esfaqueado em 2010, e que voltou a sentir movimentos a partir de um tratamento experimental que está sendo estudado há cerca de 40 anos em uma parceria entre a Polônia e a Inglaterra.

Na técnica, foi retirado do paciente um dos bulbos olfativos, que contêm as células chamadas olfactory ensheathing cells (OECs) - que fazem com que as fibras nervosas do sistema olfativo se renovem continuamente - e essas foram enxertadas em fibras do tecido nervoso do calcanhar também retiradas do paciente. Depois disso, esse "componente" foi injetado onde havia a lesão na medula espinhal criando assim uma espécie de ponte entre as duas partes da medula que estavam danificadas.
O tratamento foi realizado em 2012 e, depois uma série de sessões de fisioterapia, em 2014, o homem já conseguia caminhar com ajuda de um andador, além de poder controlar sua bexiga e suas funções sexuais. Atualmente, ele está tentando andar de bicicleta.  

Os principais nomes dessa técnica foram o professor britânico Geoffrey e seu time do instituto de Neurologia da University College London e o cientista polonês Pawel Tabakow e a sua equipe do Wroclaw Medical University. No entanto, a principal notícia é que agora o projeto Wroclaw Walk Again Project, organizado pelos pesquisadores poloneses, quer encontrar mais duas pessoas paraplégicas para testar a técnica novamente. Os dois novos pacientes devem ter entre 16 e 65 anos e ter condições de viver na Polônia por três anos. O transplante e as demais terapias, como fisioterapia, não terão custos.

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