terça-feira, 10 de maio de 2016

Álcool no canteiro de obras


Conheça os perigos desse hábito que pode virar doença

Baixa produtividade, má qualidade do trabalho, ausências, atrasos constantes, discussões e brigas, podem ser indícios de uso do álcool no trabalho. Isso deve ser evitado ao máximo, pois a construção civil é cheia de situações de risco,mesmo para quem está sóbrio. E vale lembrar que até uma dose é o suficiente para deixar a pessoa tonta, incapacitada para as atividades na obra, pronta para provocar ou sofrer acidentes de trabalho.

 O pior é quando isso se torna um hábito, o que pode levar facilmente ao alcoolismo, considerado uma doença, que se caracteriza por compulsão pela bebida. Com o passar do tempo,a pessoa bebe cada vez mais, e não consegue ficar nem mais um dia sem ingerir álcool.Sem a bebida começa a ter tremores, convulsões, alucinações,podendo evoluir para o coma e a morte.

O indivíduo que bebe de vez em quando pode provocar situações desagradáveis, mas entende o perigo e evita cair na mesma situação novamente. Apesar do perigo, infelizmente, o problema é comum nos canteiros.Para muitos a bebida acaba funcionando como um "remédio" contra o estresse, o cansaço e a falta de perspectivas profissionais. 

O indivíduo bebe e experimenta uma sensação agradável, mas passageira, que dependendo do rumo se transforma em um quadro grave de dependência, com conseqüências físicas, profissionais e emocionais. Fica violento, irritadiço, o que prejudica a convivência com os familiares e amigos. Além disso, fica vulnerável a uma série de doenças como perda de memória, raciocínio confuso, falta de coordenação motora, convulsões, dores e queimação nos braços e pernas, cirrose, entre outros problemas.

No trabalho,a bebida é um dos maiores causadores de acidentes, pois altera muito a percepção e os reflexos, mesmo quando consumida em pequenas doses. Doença controlada O alcoolismo é uma doença sem cura. Mas que pode ser controlada com acompanhamento médico e com apoio psicológico ao doente e a sua família.

 Quedas - Com o álcool, é mais fácil ficar tonto, tropeçar e cair ao trabalhar em altura ou em escavações.A ingestão de álcool leva ao descuido, com utilização incorreta dos EPIs. As causas do alcoolismo no canteiro são relacionadas à situação de trabalho. Trabalho em turnos, carga horária excessiva, falta de perspectiva de crescimento no emprego fazem com que o álcool se torne um alívio momentâneo. Humanização e melhoria das condições de trabalho podem ser a saída. Ilustrações: 

Estúdio Manga Choque elétrico - Por estar com a atenção prejudicada, o trabalhador pode pegar em fios descobertos e em outros pontos de corrente elétrica. A pessoa deixa de ter domínio sobre alterações provocadas pelo álcool. O álcool é uma das maiores causas de acidentes de trabalho, provocando alterações na percepção e nos reflexos. 

Além disso, o álcool dá sensação de poder fazer tudo, levando a negligenciar os EPIs ou a usá-los de maneira errada. Ferimentos - Com o uso do álcool, fica mais fácil se ferir com as ferramentas de uso na obra como martelos, pregos, arames, partes móveis de equipamentos e máquinas. O trabalhador começa a ingerir álcool para relaxar. 

Com o trabalho estressante, a pessoa apresenta alterações como irritabilidade e insônia, que não configuram uma doença,mas levam a buscar o falso conforto da bebida. Essa definitivamente não é a melhor maneira de relaxar. É preciso aprender a fazer isso de forma mais saudável.O isolamento dos colegas só agrava o quadro, pois causa depressão e dificuldades de relacionamento. "O alcoólatra não deve ser marginalizado e perseguido pela falta de compreensão da doença que apresenta", orienta Dr. Sergio Rubens Leme de Souza, médico do Programa Saúde na Empresa, da Diretoria de Assistência Médica e Odontológica do Sesi-SP. Embora fatores genéticos e sociais contribuam, algumas pessoas são mais susceptíveis a desenvolver a doença. 

Mas entre um gole e outro vale lembrar que existe uma diferença grande entre beber socialmente e ser um alcoólatra. O dependente necessita da bebida para levar seu dia adiante. Ele simplesmente não consegue ficar sem beber. Se você apresentar sintomas dessa doença, não se envergonhe. Procure ajuda urgentemente. Identificar a doença e as suas causas são os primeiros passos para controlá-la. 

Atenção e cuidados Exames médicos periódicos costumam promover diagnósticos mais precisos quanto à tendência do operário à doença. De acordo com Jolivan Lopes Galvão, instrutor de treinamento do Senai Tatuapé, uma das maneiras de identificar se o trabalhador está embriagado é durante o chamado DDS (Diálogo Diário de Segurança). 

Caso seja percebida alteração no seu comportamento, o operário deverá ser afastado de qualquer atividade de risco e ser orientado a buscar ajuda. Onde encontrar ajuda: A.A. (Alcoólicos Anônimos) http://www.alcoolicosanonimos.org.br Tel.: 3229-3611 Sesi-SP Av. Paulista, 1.313 - 4o andar - CEP 01311-923 - Tel.: (11) 3146-7706 http://www.sesisp.org.br/home/2006/ Intoxicação - Alcoolizados, os trabalhadores facilmente podem se intoxicar com produtos perigosos, tais como gases, poeiras, vapores de produtos químicos, tintas, solventes, levando a conseqüências quase sempre graves.

 Por uma questão cultural o alcoolismo não é visto como um problema sério. O álcool é barato, fácil de encontrar. Próximo das obras há sempre uma "barraca" ou um boteco que vende bebidas alcoólicas. Na vida social, como em churrascos, festas, encontros familiares, sempre há álcool. Mas é possível participar de atividades sociais e esportivas, com diversão garantida, mesmo sem a presença de bebidas alcoólicas. » Lentidão; » Não realização de tarefas determinadas; » Acidentes no trabalho e fora desse; » Queda de produção e qualidade; » Constantes faltas ou atrasos; » Saídas freqüentes durante o horário de trabalho; » Acidentes na execução do trabalho; » Constante alteração de humor; Sinais do uso de bebidas alcoólicas » Mentiras e endividamentos com os colegas; » Pouca preocupação com a aparência e higiene pessoal; » Nega que bebe ou que usa drogas, se abordado; » Estado de excitação, euforia e aumento de energia física; » Tremores nas mãos e câimbras; » Apresenta inchaço, vermelhidão no nariz e no rosto.
fonte equipedeobra.pini.com.br
                                                                                         
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