sábado, 7 de maio de 2016

Dez verdades sobre segurança do paciente, segundo a OMS

A segurança do paciente é problema grave de saúde pública no mundo inteiro. As estimativas mostram que, nos países desenvolvidos, um a cada dez doentes é prejudicado enquanto recebe cuidados dentro de um hospital. Esse número, revelado pela OMS – Organização Mundial da Saúde é alarmante, porém serve como alerta para que se melhore a segurança do paciente a nível global.
    Confira, abaixo, os dez fatos listados pela OMS.
    1. Segurança do paciente é um problema de saúde pública
    É sério e engloba o mundo inteiro, dos países desenvolvidos aos do 3º mundo. Porém, desde o lançamento do Programa de Segurança do Paciente da OMS, em 2004, mais de 140 países têm trabalhado para enfrentar os desafios dos cuidados inseguros.
    1. No hospital, um em cada dez pacientes pode sofrer evento adverso
    Em países desenvolvidos, um em cada dez pacientes é prejudicado ao receber cuidados hospitalares. O dano pode ser causado por uma variedade de erros ou acontecimentos adversos.
    1. Infecção hospitalar atinge 14 de cada cem pacientes internados
    Em países desenvolvidos, sete a cada cem pacientes hospitalizados em um determinado momento irão pegar uma infecção associada ao cuidado de saúde (IACS). E, em subdesenvolvidos, dez a cada cem passarão pelo problema. Medidas simples e de baixo custo, como higiene correta das mãos, podem reduzir a frequência dos eventos adversos em cerca de 50%.
    1. Falta acesso aos dispositivos médicos
    Estima-se que existam mais de 1,5 milhões de dispositivos médicos, dentro de um espectro de 10 mil tipos diferentes. Mas, a maioria da população do mundo não tem acesso adequado nos seus sistemas de saúde à essa tecnologia.
    1. Injeções inseguras diminuíram 88% entre 2000 e 2010
    Os indicadores de segurança de injeção, medidos em 2010, mostram progresso: taxa de reutilização de dispositivos de injeção (5,5%, em 2010), com ganhos através da redução do número de injeções por pessoa por ano (2,88, em 2010).
    1. Cirurgia segura exige trabalho em equipe
    Estima-se que 234 milhões de operações cirúrgicas sejam realizadas em todo o mundo a cada ano. O tratamento cirúrgico está associado a um risco considerável de complicações, porém 50% desses problemas são evitáveis facilmente.
    1. De 20 a 40% dos gastos em saúde é devido ao desperdício
    Estudos de segurança mostram que a reinternação, custos de litígio, infecções adquiridas em hospitais, incapacidade, perda de produtividade e despesas médicas custe aos sofres US$ 19 bilhões anualmente. Os benefícios econômicos de melhorar a segurança do paciente são, portanto, convincentes. Pois mexem no bolso.
    1. Risco na saúde supera o da aviação
    As indústrias com maior risco percebido, como a aviação e indústrias nucleares, têm um histórico muito melhor segurança do que os cuidados de saúde. Há um em 1.000.000 de chance de um viajante sofrer algum dano enquanto estiver em uma aeronave. Em comparação, um em cada 300 pacientes está sendo prejudicado durante os cuidados de saúde.
    1. Engajamento da comunidade e do paciente são chave do fortalecimento
    A experiência e as perspectivas das pessoas são recursos valiosos para identificar as necessidades, medir o progresso e avaliação de resultados no sistema de saúde.
    1. Parceria entre hospitais pode ser a solução
    Uma das alternativas para melhorar a segurança e a qualidade no atendimento pode ser a parceria entre hospitais, já que promove intercâmbio técnico entre profissionais de saúde. É, portanto, um canal de duas mãos de aprendizagem e desenvolvimento, com possibilidade de soluções rápidas que visam a evolução dos sistemas de saúde globais.
    fonte segurancadopaciente
                        

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