sábado, 1 de abril de 2017

Incêndio em fábrica de Santo Antônio da Patrulha no RS deixa um morto e mais de cem feridos.

Vitima de 51 anos morreu após se sentir mal depois de ajudar colegas a saírem das instalações da RR Shoes.

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma fábrica de calçados em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, nesta sexta-feira, deixando um morto e mais de cem feridos. Segundo a secretária municipal de Saúde, Magda Bartikoski, o homem de 51 anos trabalhava no local e passou mal após ajudar colegas a saírem das instalações da RR Shoes.

Conforme o Corpo de Bombeiros do município, as chamas começaram por volta das 11h30min, em um depósito onde havia cerca de 300 mil pares de calçados, na Rua Ângelo Tedesco. Devido à extensão do sinistro, os socorristas de Santo Antônio pediram apoio a colegas de Osório.

Os funcionários que trabalhavam no local tiveram de ser retirados às pressas do estabelecimento. Um deles, cujo nome está sendo preservado pela secretária a pedido da família, acabou sofrendo um mal súbito enquanto ajudava os demais. Ele já chegou ao Hospital de Santo Antônio sem vida.

Além dele, mais de cem pessoas foram encaminhadas à casa de saúde, onde foi montada uma força-tarefa para agilizar o atendimento. Dessas, 57 chegaram a ser internadas. Até as 18h30min, cerca de 30 ainda estavam no local, em observação. Nenhuma delas corria risco.

— Graças a Deus, ninguém sofreu queimaduras. A nossa maior preocupação é a intoxicação pela fumaça. Depois do que aconteceu na boate Kiss, não podemos descuidar. Decidimos manter em observação essas pessoas por 48 horas para assegurar o bem-estar de todos. Alguns assinaram um termo de responsabilidade e foram para casa, mas estão todos avisados: se surgirem sintomas como vermelhidão, confusão mental, falta de ar e tontura, devem procurar o hospital imediatamente. Montamos um esquema especial para atender a todos — diz Magda.

Ao longo da tarde, os bombeiros conseguiram isolar o fogo e debelar as chamas, evitando a propagação. Ao longo da tarde, a nuvem de fumaça pôde ser vista de longe. O rescaldo, isto é, as cinzas que ainda conservam brasas, deve durar de três a cinco dias. As causas do incidente são desconhecidas.

— Moro há 33 anos na cidade e nunca tinha visto nada assim — relatou Magda.

Até as 14h, bombeiros seguiam trabalhando no local para apagar o fogo

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