Umuarama – Apesar do atendimento que presta em Umuarama e região, o Samu Noroeste está correndo risco de ser destituído. Isso porque os governos Federal e Estadual não estão cumprindo a parte que toca a eles no custeio dos serviços. Quem está completando a receita são os municípios e os prefeitos dizem que está ficando impossível cobrir a parte da União e do Estado. Uma reunião da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios), ontem pela manhã para discutir o assunto, foi marcada por desabafos e a definição de que os prefeitos vão agir unidos para cobrir a dívida. Caso pagamento não seja efetuado, a crise pode se agravar.
O problema ocorre porque a União se responsabilizou em arcar com 50% dos custos do Samu, mas está pagando apenas 34%; o Governo Estadual teria de pagar 25%, no enanto está repassando apenas 14% e os municípios que deveriam pagar 25% estão pagando, na verdade, 50%. As parcelas são definidas pela quantidade de habitantes do município. O Samu começou cobrando R$ 0,50 por habitante, mas teve de aumentar para R$ 0,80, o mesmo valor mantido para o próximo ano. O reajuste teve de ocorrer porque os governos Estadual e Federal não estão pagando e algumas prefeituras também estão seguindo o exemplo de Iporã, que desde o começo decidiu não contribuir com o serviço. Dos 85 municípios filiados, já são 48 os inadimplentes que juntos devem mais de R$ 3 milhões. E mesmo com o risco de ação judicial por parte da promotoria que pode resultar em improbidade administrativa, os prefeitos não querem pagar a conta enquanto Estado e União não cumprirem a sua parte.
Para chegar a uma decisão, o presidente do consórcio que administra o Samu Noroeste, Moacir Silva, e o coordenador Almir de Almeida, vão definir na próxima semana a data e o local para a realização de uma assembleia geral. Segundo Moacir Silva, é preciso tomar a decisão em conjunto para forçar os governos Estadual e Federal a pagarem as suas partes e também uma forma de cobrar dos prefeitos de municípios atendidos. Na avaliação do prefeito Moacir, o Samu foi uma grande conquista para Umuarama e região e precisa continuar funcionando bem porque ele ajudou a melhorar a saúde pública da região.
Maringá na briga
Enquanto alguns prefeitos da região se irritam com a falta de pagamentos do Estado e União, e deixam de pagar a conta, contribuem para o trabalho que as lideranças de Maringá fazem nos bastidores. Eles querem levar para Maringá a sede do Samu onde poderia ser feita a regulação de leitos. Hoje, esta regulação é feita em Umuarama. Quando um paciente sai grave de Altônia, por exemplo, o médico do Samu em Umuarama já define em qual hospital tem vagas na UTI e o paciente vai direto. Se mudar para Maringá, como quer o Governo, a definição terá de ser feita por um médico da Cidade Canção. Para alguns políticos de Umuarama, se isso ocorrer, será mais uma perda para a região. No entanto, Maringá está trabalhando para isso e até a Secretaria Estadual de Saúde já deixou a entender que só ajuda se a sede mudar para Maringá.
Sem protesto
Os prefeitos dizem que vão pela via da negociação e pressão para tentar conseguir os pagamentos atrasados e os futuros da União e do Estado. Para a assembleia geral eles vão convidar todos os deputados estaduais e federais que tiveram votos na região, mas não têm forças para cobrar dos governos o pagamento da dívida porque fazem parte da base e ficam impossibilitados de qualquer ação mais radical. Por isso, não foi mencionado protesto, apenas se a situação piorar e a opção for pelo encerramento das atividades do serviço.
O prefeito de Icaraíma e presidente da Amerios, Paulo de Queiroz Souza, disse que a hora é de união. Já foram feitas quatro reuniões para discutir o assunto e agora é hora de decidir o que fazer. Ele também defende a formação de uma comissão de prefeitos para ir a Curitiba e Brasília pressionar pelo recebimento para não comprometer o Samu, que na opinião dele, veio para ajudar a região a atender melhor na saúde pública.
O problema ocorre porque a União se responsabilizou em arcar com 50% dos custos do Samu, mas está pagando apenas 34%; o Governo Estadual teria de pagar 25%, no enanto está repassando apenas 14% e os municípios que deveriam pagar 25% estão pagando, na verdade, 50%. As parcelas são definidas pela quantidade de habitantes do município. O Samu começou cobrando R$ 0,50 por habitante, mas teve de aumentar para R$ 0,80, o mesmo valor mantido para o próximo ano. O reajuste teve de ocorrer porque os governos Estadual e Federal não estão pagando e algumas prefeituras também estão seguindo o exemplo de Iporã, que desde o começo decidiu não contribuir com o serviço. Dos 85 municípios filiados, já são 48 os inadimplentes que juntos devem mais de R$ 3 milhões. E mesmo com o risco de ação judicial por parte da promotoria que pode resultar em improbidade administrativa, os prefeitos não querem pagar a conta enquanto Estado e União não cumprirem a sua parte.
Para chegar a uma decisão, o presidente do consórcio que administra o Samu Noroeste, Moacir Silva, e o coordenador Almir de Almeida, vão definir na próxima semana a data e o local para a realização de uma assembleia geral. Segundo Moacir Silva, é preciso tomar a decisão em conjunto para forçar os governos Estadual e Federal a pagarem as suas partes e também uma forma de cobrar dos prefeitos de municípios atendidos. Na avaliação do prefeito Moacir, o Samu foi uma grande conquista para Umuarama e região e precisa continuar funcionando bem porque ele ajudou a melhorar a saúde pública da região.
Maringá na briga
Enquanto alguns prefeitos da região se irritam com a falta de pagamentos do Estado e União, e deixam de pagar a conta, contribuem para o trabalho que as lideranças de Maringá fazem nos bastidores. Eles querem levar para Maringá a sede do Samu onde poderia ser feita a regulação de leitos. Hoje, esta regulação é feita em Umuarama. Quando um paciente sai grave de Altônia, por exemplo, o médico do Samu em Umuarama já define em qual hospital tem vagas na UTI e o paciente vai direto. Se mudar para Maringá, como quer o Governo, a definição terá de ser feita por um médico da Cidade Canção. Para alguns políticos de Umuarama, se isso ocorrer, será mais uma perda para a região. No entanto, Maringá está trabalhando para isso e até a Secretaria Estadual de Saúde já deixou a entender que só ajuda se a sede mudar para Maringá.
Sem protesto
Os prefeitos dizem que vão pela via da negociação e pressão para tentar conseguir os pagamentos atrasados e os futuros da União e do Estado. Para a assembleia geral eles vão convidar todos os deputados estaduais e federais que tiveram votos na região, mas não têm forças para cobrar dos governos o pagamento da dívida porque fazem parte da base e ficam impossibilitados de qualquer ação mais radical. Por isso, não foi mencionado protesto, apenas se a situação piorar e a opção for pelo encerramento das atividades do serviço.
O prefeito de Icaraíma e presidente da Amerios, Paulo de Queiroz Souza, disse que a hora é de união. Já foram feitas quatro reuniões para discutir o assunto e agora é hora de decidir o que fazer. Ele também defende a formação de uma comissão de prefeitos para ir a Curitiba e Brasília pressionar pelo recebimento para não comprometer o Samu, que na opinião dele, veio para ajudar a região a atender melhor na saúde pública.
fonte ilustrado


0 Comments
Postar um comentário