Bombeiro diz que pedia calma e paciência em socorro na chuva de BH
Av. Vilarinho foi tomada por água, e carros foram arrastados.
Temporal atingiu a capital mineira nesta terça-feira (27).
O sargento Marcio Ferreira Lopes do Corpo de Bombeiros afirmou nesta quarta-feira (28) que pediu calma e paciência aos atingidos pela enchente na Avenida Vilarinho durante uma forte chuva nesta terça-feira (27) em Belo Horizonte.
“Falava com eles pra manter calma, não soltar da minha mão, não soltar da corda porque a correnteza estava forte, se estava arrastando carro poderia arrastar a gente. Tentava transmitir um pouco de tranquilidade pras pessoas”, disse.
A chuva caiu no início da noite. A Região de Venda Nova foi a mais atingida na capital mineira. Quando a primeira equipe de resgate chegou ao local já havia muita gente se refugiando sobre as muretas, se agarrando às grades para tentar escapar da correnteza. Eram cinco bombeiros pra dar conta de dezenas de pedidos de socorro.
A água tomou a avenida tão de repente que não deu tempo de escapar. Carros com mais de uma tonelada eram arrastados feito barco sem rumo.
No meio da inundação um motorista tentou segurar o carro, mas logo viu que não tinha jeito de vencer a correnteza. Era horário da volta pra casa. Teve gente que nem conseguia sair do carro. Nessa hora a mobilização dos heróis anônimos fez toda diferença. Todo mundo de mãos dadas pra salvar vidas.
“Todo mundo que ia chegando ia ajudando todo mundo. Era umas 8, 10 pessoas. Quebraram o vidro, arrebentaram porta. Eles estavam com corda, com pedaço de camisa. Puxando as pessoas”, contou a testemunha José Carlos Fernandes
A área atingida pela enchente é vizinha a estações de metrô e de ônibus. O medo fez passageiros subirem no teto do ônibus, a mureta da linha de trem serviu de barreira e ali os carros trazidos pela correnteza foram se amontoando. Em uma das pilhas tinha mais de trinta carros.
A área atingida pela enchente é vizinha a estações de metrô e de ônibus. O medo fez passageiros subirem no teto do ônibus, a mureta da linha de trem serviu de barreira e ali os carros trazidos pela correnteza foram se amontoando. Em uma das pilhas tinha mais de trinta carros.
O carro de José Carlos ficou bastante estragado, mas o sentimento era de alívio e de gratidão. “Essas pessoas que ajudaram as pessoas aqui que deus as proteja, que dê muitos anos de vida pra ele”, finalizou.


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