Estudo aborda a importância do trabalho do profissional de Enfermagem no atendimento pré-hospitalar em incidentes com múltiplas vítimas
Atualmente, no Brasil, óbitos por causas externas, como violência e acidentes, são um dos principais problemas de saúde pública, devido ao crescimento acentuado do transporte, indústria e da população, trazendo o aumento do risco de catástrofes e desastres com vítimas em massa, conforme citam R. A. N. Dantas et. al.
Segundo M. C. T. Damasceno e J. M. Ribeira, a catástrofe é um fenômeno ecológico súbito, de magnitude suficiente para necessitar de ajuda externa. O desastre é um acontecimento de causa natural, descrito como enchentes, furacões e/ou terremotos, ou antropológico como atentados terroristas e acidentes aéreos. Os desastres naturais são apontados na literatura como uma realidade em nível mundial. No Brasil, os desastres comumente registrados são cíclicos como, por exemplo, inundações e secas na região Nordeste.
Os IMV (Incidentes com Múltiplas Vítimas) são aqueles em que há cinco ou mais vítimas graves. Estes eventos complexos requerem somatória de forças das equipes de saúde para qualidade e efetividade do atendimento. São eventos súbitos que produzem um número de vítimas considerável e levam a um desequilíbrio entre os recursos médicos disponíveis e as necessidades, conseguindo manter um padrão de atendimento com eficiência desde que se adote a doutrina operacional protocolada, explicam os autores.
Diferente do atendimento ao doente traumatizado, o atendimento a múltiplas vítimas possui um período de tempo finito de apresentação e tratamento e sua recuperação é demorada, pois envolve inúmeras instituições, incluindo não apenas questões médicas e psicossociais, mas também a reconstrução da saúde pública, segurança, recursos e infraestrutura da sociedade.
Conforme R. S. Adão e M. R. Santos, o APH (Atendimento Pré-Hospitalar) é caracterizado como atenção imediata, rápida e qualificada à saúde da vítima. É um conjunto de procedimentos técnicos realizados, desde o local da emergência, até a assistência hospitalar. Sua finalidade é realizar assistência de saúde, direta ou indireta, fora do âmbito hospitalar, visando à manutenção da vida e à minimização de sequelas, fazendo com que a vítima chegue com vida e com padrões de normalidades na unidade hospitalar.
O APH teve início há mais de 30 anos na Europa e América do Norte. Sua origem deu-se na observação do impacto na sobrevida dos soldados feridos quando atendidos por socorristas nos campos de batalha. O APH no Brasil foi regulamentado em 1989, em São Paulo, com o surgimento do serviço de emergências médicas. Nesta época, o resgate era realizado apenas por bombeiros, os quais detinham o embasamento legal para uma boa atuação. No ano de 2002, por meio da portaria 2.048 do Ministério da Saúde, foi definido que para atuar neste serviço é necessário um profissional capacitado, que atenda várias situações de emergência, objetivando à prevenção, proteção e recuperação da saúde.
fonte revista emergencia


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