'Milagre', diz vítima que ficou sob escombros após explosão no Rio


Mauro Lopes diz que ficou cerca de 30 minutos à espera de socorro.
'Numa explosão dessa, não era pra ter sobrado ninguém', afirma.


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milagre, explosão, mauro lopes (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)
Mauro Lopes de Araújo, um dos feridos na explosão que destruiu imóveis em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, disse que ficou cerca de 30 minutos debaixo dos escombros, aguardando socorro. Segundo ele, foi um "milagre" as vítimas terem sobrevivido ao incidente desta segunda-feira (19). O homem trabalha em um pet shop  e morava com o pai, Manoel Lopes de Araújo, de 84 anos, em uma kitnet no local. O idoso também se feriu e continua em observação no Hospital Souza Aguiar, no Centro, sem previsão de alta.
 
SÃO CRISTÓVÃO
Explosão atinge 40 imóveis
Mauro contou que perdeu documentos de identidade, título de eleitor e ficou apenas com a roupa do corpo. O pai sofreu cortes na cabeça e nos dois braços. Os dois foram socorridos ao mesmo tempo pelo Corpo de Bombeiros.
"Eu gritava socorro, socorro. E eles (bombeiros) iam aos poucos chegando, procurando e achavam a gente. Foi um milagre. Acho que pra todo mundo de lá foi um milagre. Numa explosão dessa, não era pra ter sobrado ninguém", afirmou Mauro.
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Oito feridos
Dos 8 feridos retirados dos escombros, um foi atendido no local e liberado. Sete pessoas foram levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Duas das vítimas chegaram desacordadas. Entre os feridos está uma criança de 9 anos. Às 9h10, cinco vítimas tinham sido liberadas do Souza Aguiar.
Segundo os bombeiros, as vítimas encaminhadas para o Hospital Souza Aguiar são Ana Q. Araújo, de 38 anos; Manoel L. Araújo, de 84 anos; Mauro L. Araújo, de 44 anos; Jair C. Silva, de 27 anos; Maria Márcia, de 28 anos, uma menina de 9 anos e Valdecir Galdino da Silva. Outra vítima, identificada como Carlos R. Tomás, de 22 anos, foi atendida e liberada no local. 
Feridos
Uma menina ferida na explosão disse que foi salva por um armário que caiu numa posição em que ela ficou protegida.
Ela ainda afirmou que não viu o momento da explosão e só se deu conta depois do que tinha acontecido quando foi retirada do local. Segundo o pai da menina, a casa da família ficou totalmente destruída. Eles moram na casa número 1 de uma vila que fica atrás do restaurante, da pizzaria e da farmácia destruídos.