Temporais causam dezenas de deslizamentos em Santa Catarina
Mais nove cidades estão em emergência por causa da chuva em Santa Catarina. Vale do Itajaí é a região mais atingida.
Mais nove cidades estão em emergência por causa da chuva em Santa Catarina. Os repórteres Kíria Meurer e Ricardo Von Dorff mostram a situação no Vale do Itajaí, que é a região mais atingida.
Seu Willy Wandelich diz que foi o maior susto da vida dele. “O estrondo, a terra rachando, isso imitante uma trovoada. A terra tremeu ao todo”, ele conta.
O impacto, a violência do deslizamento de terra foi tão grande que um rio que passava por trás das árvores, simplesmente mudou o curso. Abriu uma cratera gigante e está passando onde antes ficava um estacionamento de carros. Antes, também tinha uma casa, não sobrou nada. Ela foi levada, arrastada pela correnteza.
Desta quinta (22) para sexta-feira (23) já foram 80 deslizamentos de terra em Blumenau e o risco ainda é grande.
“O solo está encharcado e isso favorece a ocorrência de deslizamentos como é o caso deste que ocorreu sem chuva”, afirma o diretor de análise de riscos naturais de Blumenau, Maurício Pozzobom.
Desta quinta (22) para sexta-feira (23) já foram 80 deslizamentos de terra em Blumenau e o risco ainda é grande.
“O solo está encharcado e isso favorece a ocorrência de deslizamentos como é o caso deste que ocorreu sem chuva”, afirma o diretor de análise de riscos naturais de Blumenau, Maurício Pozzobom.
Nesta sexta-feira (23), não caiu uma gota d’água na cidade, mas muitas ruas continuam alagadas. A água subiu em uma casa até mais ou menos 80 centímetros, quase ultrapassou a janela.
Dona Erenice Conrado teve tempo de retirar todos os móveis. “Com cinco, seis horas a gente já sabia que a água iria subir. É bom que a Defesa Civil sempre bota a gente em alerta”, conta.
Já seu Willy perdeu tudo, mas dá um exemplo de força que emociona a gente. “Eu comecei isso aqui do zero há 60 anos atrás, se for para começar de novo, eu começo de novo. O importante é tu ficar vivo”, diz.
No Alto Vale do Itajaí, o repórter Ricardo von Dorff acompanhou o trabalho dos bombeiros. É de cima que dá para ver o tamanho da enchente. Dos 25 bairros de Rio do Sul, 22 estão inundados.
Seu Martins Pittelbrunn correu com a família para um abrigo público quando a água subiu. “Tivemos que sair correndo, tirar o pequeno do risco”, afirma o pintor.
Uma das dificuldades dos bombeiros é que muita gente insistiu em ficar de casa apesar do aviso da Defesa Civil que o rio ia subir. Desta quinta (22) para esta sexta-feira (23), os bombeiros tiveram que resgatar 360 pessoas.
Seu Florentino está refugiado no segundo andar da casa. Uma mulher se arriscou nas ruas alagadas.
Dona Erenice Conrado teve tempo de retirar todos os móveis. “Com cinco, seis horas a gente já sabia que a água iria subir. É bom que a Defesa Civil sempre bota a gente em alerta”, conta.
Já seu Willy perdeu tudo, mas dá um exemplo de força que emociona a gente. “Eu comecei isso aqui do zero há 60 anos atrás, se for para começar de novo, eu começo de novo. O importante é tu ficar vivo”, diz.
No Alto Vale do Itajaí, o repórter Ricardo von Dorff acompanhou o trabalho dos bombeiros. É de cima que dá para ver o tamanho da enchente. Dos 25 bairros de Rio do Sul, 22 estão inundados.
Seu Martins Pittelbrunn correu com a família para um abrigo público quando a água subiu. “Tivemos que sair correndo, tirar o pequeno do risco”, afirma o pintor.
Uma das dificuldades dos bombeiros é que muita gente insistiu em ficar de casa apesar do aviso da Defesa Civil que o rio ia subir. Desta quinta (22) para esta sexta-feira (23), os bombeiros tiveram que resgatar 360 pessoas.
Seu Florentino está refugiado no segundo andar da casa. Uma mulher se arriscou nas ruas alagadas.
Os bombeiros estão cumprindo todo o tipo de missão humanitária. Remédios são levados para uma paciente que está em um abrigo que está cercado pela água, por exemplo.
Rio alto, ponte baixa. O abrigo fica na igreja. O caminho é difícil. Duas horas depois, o remédio chegou para a dona Vivian Carniel que está fora de casa por causa da cheia há duas semanas
“Preciso tomar para poder dormir e para ficar até mais calma, porque a situação já está difícil. Sem o remédio fica pior ainda”, diz a dona de casa.
Rio alto, ponte baixa. O abrigo fica na igreja. O caminho é difícil. Duas horas depois, o remédio chegou para a dona Vivian Carniel que está fora de casa por causa da cheia há duas semanas
“Preciso tomar para poder dormir e para ficar até mais calma, porque a situação já está difícil. Sem o remédio fica pior ainda”, diz a dona de casa.
fonte G1

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