Reencontro aconteceu 20 dias depois da tragédia.
Paracatu de Baixo foi um dos distritos mais atingidos pela lama em MG
Peritos recolheram provas nas áreas afetadas pela lama que se espalhou após o rompimento da barragem, em Mariana, em Minas Gerais. Os moradores de Paracatu de Baixo, um dos distritos atingidos, encontraram os bombeiros a quem devem a vida.
O reencontrou aconteceu 20 dias depois da tragédia. Pouco tempo depois do rompimento da barragem, os bombeiros saíram de Belo Horizonte, de helicóptero, sobrevoaram o distrito de Bento Rodrigues, já todo devastado, e foram para o distrito de Paracatu de Baixo. A lama ainda não tinha chegado. O helicóptero pousou em um campinho atrás de uma casa.
Policiais civis e federais sobrevoaram na quarta-feira (25) as áreas mais afetadas pela lama. Em solo, nos vilarejos, eles coletaram provas. No começo da semana, foi aberto o segundo inquérito sobre o caso para investigar se estão seguras as barragens e estruturas remanescentes em Mariana.
“A sociedade não pode aguardar essa discussão de percentual de risco e ficar esperando se esse risco irá se concretizar ou não num novo rompimento. É preciso que adotemos todas as medidas concretas”, diz Carlos Eduardo Ferreira, promotor de Justiça do Meio Ambiente.
Em um vídeo divulgado na internet, o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse que a empresa ainda não tem explicação para o desastre. “Somente um estudo aprofundado, uma combinação de diversas disciplinas, como geotecnia, geologia, sismologia, mecânica dos solos, pode chegar a uma explicação para o que aconteceu”.
Em um comunicado, a ONU pede que sejam tomadas medidas imediatas para proteger o meio ambiente e as vítimas do desastre. Diz ainda que as medidas tomadas pelo governo brasileiro e pelos acionistas da Samarco, Vale e BHP, foram claramente insuficientes. O documento é assinado por dois especialistas em resíduos tóxicos.
A mineradora Samarco afirma que respeita o direito de expressão das Nações Unidas e destaca que está trabalhando para diminuir as consequências socioambientais do rompimento da barragem em Minas Gerais.
fonte G1




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