Policiais e bombeiros protestam contra medidas provisórias na Alesc
Ato reuniu cerca de 300 agentes. MPs aprovadas nesta quarta-feira pela Comissão de Finanças alteram jornada de trabalho das categorias
Bombeiros, policiais civis e militares de Santa Catarina
realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de SC (Alesc), contra a aprovação na Comissão de Finanças das três medidas provisórias que reajustam os salários da segurança pública e definem novas regras de trabalho. De acordo com a assessoria da Casa, cerca de 300 pessoas participaram do ato.
A comissão aprovou as medidas mesmo com a oposição dos agentes, mas não houve nenhum registro de confronto durante o protesto. As medidas provisórias 201, 202 e 203 foram aprovadas por maioria: seis votos a favor, duas abstenções e um contra.
Relator da matéria na comissão, o deputado Marcos Vieira (PSDB) acatou emendas subscritas pelo líder de governo, o deputado Silvio Dreveck (PP) – por isso, as MPs deverão ser novamente analisadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de chegar ao plenário.
A votação terminou por volta das 11h. Um telão foi montado no hall de entrada da Alesc para que os manifestantes acompanhassem a discussão.
Parte do grupo chegou a entrar na sala onde a comissão se reunia para protestar, com faixas e gritos de protesto. Eles permaneceram no local por cerca de cinco minutos, mas após intervenção de Vieira, voltaram ao saguão principal.
A Assembleia Legislativa divulgou um vídeo do momento em que os agentes entram na reunião da Comissão de Finanças, com autorização dos seguranças da Casa:
É possível que a pauta seja discutida na CCJ no dia 17 de novembro, mas a Alesc afirma que não há como garantir que isso aconteça. Mesmo assim, as categorias já se organizam para um possível novo protesto neste dia.
Categorias criticam esquema de 24/48 horas
As duas principais entidades que representam as categorias (Aprasc e Sinpol)reafirmam posição contrária às MPs assinadas pelo governador Raimundo Colombo (PSD), afirmando que elas reduzem os benefícios das categorias e acabam com regimes especiais de trabalho para o servidor de férias ou em licença, por exemplo.
O principal questionamento é contra a MP 202, que trata do retorno da escala 24 horas de trabalho/48 horas de descanso para a Polícia Militar. A Aprasc afirma que a atual escala prega um regime de 40 horas semanais ou 160 mensais, enquanto a mudança faria com que o policial trabalhe 240 horas por mês – ou seja, 80 horas a mais que o previsto.
Já o governo defende a MP por afirmar que não há efetivo para fazer o policiamento 24 horas por dia em pelo menos 102 cidades do Estado. A mudança na escala foi uma solicitação do próprio comando da PM, sendo autorizada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SC).
fonte: http://osoldiario.clicrbs.com.br/



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