Esta, sem dúvida, está entre as maiores discussões entre pesquisadores e médicos envolvidos com o tema e que tem se arrastado por anos. A Ressuscitação origina-se do latim resuscitatio, onis, do verbo resuscito, are, formado da partículare, no sentido de renovação, e o verbo suscito, are que, entre outras acepções, tem a de despertar, acordar, recobrar os sentidos. Em suas raízes etimológicas, suscito, por sua vez, deriva do verbo cito, ciere, que significa por em movimento. 

Assim, o sentido primordial de ressuscitar é o de restabelecer o movimento, ou seja, a vida. E a vida depende basicamente da respiração e do movimento do sangue, noção que remonta às antigas civilizações.

A reanimação, por sua vez, compõe-se do prefixo re + anima + sufixo -ção. Anima,em latim, tanto significa sopro, respiração, como vida e alma. Novamente aqui se tem a identificação da vida com a entrada de ar nos pulmões. 

Há a tendência de empregar reanimação, em lugar de ressuscitação, nos casos de parada cardíaca, deve-se pela conotação mágico-religiosa que adquiriu o termo ressuscitação. Ressuscitar traz imediato significado de milagre da ressurreição, volta à vida de quem já se encontrava definitivamente morto, como nos exemplos bíblicos do próprio Cristo. 

A despeito de tais argumentos, o termo ressuscitação é o preferido nos Descritores das Ciências da Saúde da BIREME, que colocam reanimação em segundo plano, como sinônimo e é também o que mais tem sido utilizado nos artigos publicados em português e em espanhol. 

Através do banco de dados LILACS, a proporção de artigos publicados nos últimos anos com o termo ressuscitação, em relação ao termo reanimação é de aproximadamente 4:1, demonstrando ser ressuscitação o de termo de maior preferência dos autores.