Serão cinco ambulâncias a mais do que o normal, localizadas em pontos estratégicos na praia







Samu terá 15 ambulâncias na festa da virada


O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Santos trabalhará com 15 ambulâncias, cinco a mais do que o normal, durante a festa da virada de ano na Cidade. As equipes extras ficarão em pontos estratégicos, na praia, para facilitar o rápido deslocamento em caso de ocorrências. Os veículos estarão no Parque Roberto Mário Santini (José Menino), próximo ao Posto 2, em frente à discoteca Moby (Boqueirão), próximo à igreja Santo Antônio do Embaré e ao lado da Fonte dos Sapos (Aparecida).

Aproximadamente 50 socorristas estarão de plantão. Uma das ambulâncias disponíveis funcionará como UTI, com médico, para casos mais graves. As demais terão trios (enfermeiro, técnico em enfermagem e condutor) e duplas (técnico de enfermagem e condutor), mas também estão equipadas para todo tipo de emergência.

Segundo a chefe do Departamento de Regulação do Samu, enfermeira Sandra Gallo, duas das ambulâncias extras já fazem parte da frota do serviço, mas geralmente são usadas apenas para transporte de pacientes de um hospital para o outro. Outras duas foram cedidas pela empresa que aluga os carros para a Prefeitura e a quinta estava no Hospital Guilherme Álvaro (HGA).

Temporada

Para a temporada de verão, apenas as 10 ambulâncias que fazem o atendimento de rotina atuarão. Cinco delas foram doadas pelo Ministério da Saúde e as demais alugadas pela Prefeitura. Hoje, o Município arca com 65% dos gastos com o Samu e o Governo Federal com 35%.

A chefe do Departamento de Regulação garante que apenas uma ambulância de suporte avançado, para casos graves, atende à legislação vigente e é suficiente para a região.

Ela explica que o atendimento do Samu possui médicos para avaliar as ocorrências e decidir qual equipe enviar. Por isso os profissionais fazem tantas perguntas.

“O médico que atende classifica como baixa, média e alta prioridade. É muito importante fazer perguntas porque aquilo que é grave para você, às vezes não necessariamente representa uma emergência médica. Temos 433 mil habitantes na Cidade e existe cobertura para isso, mas priorizamos aquilo que de fato é uma emergência”.

A chefe de atividade técnica do Samu, enfermeira Ana Carolina Abrahão Lazarini, explica que é considerada prioridade alta o risco iminente de morte. Casos como parada cardiorespiratória, fratura exposta e grandes hemorragias, por exemplo.

“Noventa e dois por cento dos casos de alta prioridade são atendidos em menos de 10 minutos, quando o Ministério da Saúde preconiza até 15 minutos. Isso representa em torno de 20% dos nossos chamados, que chegam a 3.700 por mês”.

Ana Carolina afirma que só de janeiro a outubro deste ano o Samu atendeu mais de 25 mil ocorrências, a maioria na área central da Cidade. Ela lembra, porém, que 80% dos casos são de média ou baixa prioridade. “Temos chamados por cólica menstrual, quando não há necessidade de ambulância, mas às vezes é uma questão social. Entra como prioridade baixa e a pessoa pode aguardar até duas horas para conseguir um atendimento”.
fonte a tribuna