
Caso ocorreu há duas semanas em Vale Verde, no Vale do Rio Pardo.
Passava das 8h da manhã do dia 21 deste mês, um domingo, quando Júnior Nunes Wagner, 13 anos, foi acordado pela movimentação atípica em casa. Desceu as escadas rapidamente e levou um susto ao encontrar a bisavó Carlina Haas Scharnberg, 91, deitada no chão da cozinha. Pensou que ela havia morrido ali, dentro da residência, localizada no município de Vale Verde, no Vale do Rio Pardo.
Sem ter muita noção do tempo despendido naquele momento, o menino recorda que atendeu o pedido da mãe, a assistente social Juliana Lopes Nunes Scharnberg, para iniciar as manobras de massagem cardíaca na idosa.
— Fui lá, fiz e ela começou a respirar — afirma o adolescente, acrescentando que levou poucos minutos até reanimar a bisavó, que foi encaminhada para um hospital de Venâncio Aires, onde recebeu o diagnóstico de infarto, segundo a família.
O procedimento de reanimação que Júnior lançou mão e que salvou a bisavó foi aprendido durante o curso de bombeiro mirim oferecido pelo Bombeiros Voluntários do município vizinho de Passo do Sobrado. Iniciadas ainda em 2019, as aulas foram incentivadas por Juliana.
— No começo, ele não estava muito empolgado com o curso, mas o ato de ajudar a bisavó o fez perceber o quão importante é ter conhecimento. Tive muito orgulho de ver a postura dele naquele momento — emociona-se.
Se no início o curso não empolgou muito, depois do ocorrido o adolescente se animou. Garante que, apesar da suspensão temporária dos encontros mensais do grupo mirim por conta da pandemia, tudo que aprendeu foi de grande valor:
— Aprendi uma pequena lição: ensinamentos certos na hora certa podem salvar vidas.
Um dia após a internação, Carlina fez um cateterismo. No último fim de semana, a idosa retornou para casa e, nesta segunda-feira (29), foi ao hospital para uma revisão.
O que fazer nesses casos?
O médico Marcelo Rava de Campos, diretor do Programa de prevenção da Morte Súbita da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul afirma que a atitude do menino foi correta.
— Na dúvida entre prestar socorro e ficar olhando, o melhor é ajudar — justifica.
Campos explica que há duas maneiras de pessoas leigas interpretarem um possível problema, como uma parada cardíaca, por exemplo. A primeira é avaliar se a pessoa está consciente ou inconsciente.
— Se ao sacudir ou dar tapinhas ela não responder, detectamos que está inconsciente. E, segundo, se ao mexer na pessoa ela não movimentar nada, nem membros, nem olhos, podemos interpretar que ela não está respirando e nem com circulação. O passo seguinte é ativar um serviço de emergência e fazer compressões torácicas.
fonte: gaucha ZH


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