Samu de Campinas registrou 11 casos entre os profissionais da saúde; Rede de atendimento adotou medidas de esterilização em equipamentos usados por funcionários.
Na linha de frente da pandemia do novo coronavírus, os profissionais de saúde que atendem no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em Campinas e região estão entre os infectados pela doença. 
Desde o início da pandemia, dos 230 funcionários de Campinas, 11 foram contaminados. Dois foram curados e outros 9 continuam com a doença. Em Indaiatuba não há Samu, mas sim uma Central de Atendimento de Ambulância com 32 funcionários. Dois deles testaram positivo para a covid-19 e estão em isolamento domiciliar. 
Outra cidade da região que registrou casos entre os profissionais da saúde foi Sumaré, com 15 dos 88 funcionários infectados. Todos já estão curados e retornaram ao trabalho. 
Para evitar que o número aumente e preservar a saúde dos funcionários, o Samu tem adotado uma série de procedimentos para esterilizar todos os equipamentos e ambulâncias usadas pelos profissionais durante o atendimento. 
DIAGNÓSTICO TARDIO 
Cleuza Aparecida dos Santos perdeu o filho, o enfermeiro Renan Prado de 31 anos. Ele morava em Americana com a mãe, que também foi contaminada pela doença e se recuperou. "Se eu pudesse trocar de lugar com você, eu trocaria. Eu escrevi isso para ele", contou Cleuza. 
Renan tinha diabetes e hipertireoidismo. Mesmo pertencendo ao grupo de risco, ele continuou trabalhando no Samu de Piracicaba. "Depois que ele adoeceu não faltou cuidados, mas acredito que faltou sim uma prevenção. Se eles tivessem fazendo os exames periódicos nos profissionais de saúde talvez tivessem descoberto a doença mais cedo", comentou a mãe. 
Procurada, a prefeitura de Piracicaba respondeu que Renan foi afastado das atividades assim que a doença foi diagnosticada. Com relação a testagem periódica, citada pela mãe do enfermeiro, a prefeitura não se manifestou.
OUTROS CASOS 
Ainda na área da saúde, outros casos de profissionais infectados foram divulgados pela prefeitura de Campinas na última quinta-feira (11). O balanço deve ser atualizado nos próximos dias. 
Segundo o balanço da Saúde, a secretaria municipal conta com 90 servidores afastados atualmente. Deles, 47 profissionais afastados atuam em atenção básica, especialidades e nos Caps (Centro de Atenção Psicossocial) e 43 na Rede Mário Gatti, que abrange profissionais que atuam nos hospital Mário Gatti e Ouro Verde, nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
fonte: acidadeon