
Problemas referentes à segurança contra incêndios, irregularidades e até fraudes nos sistemas preventivos foram constatadas, segundo os Bombeiros.
Uma vistoria feita pelo Corpo de Bombeiros de Chapecó, nesta terça-feira (18), localizou inúmeras irregularidades na Escola Bom Pastor. A vistoria foi realizada após a corporação receber denúncias sobre as condições de segurança da escola, recebidas na última sexta-feira (14).
Conforme nota emitida pelos Bombeiros, assinada pela Gestora de Segurança Contra Incêndios do 6º Batalhão de Bombeiro Militar, major Gauana Elis Ecco, e do comandante do 6º BBM, Hilton de Souza Zeferino, a vistoria constatou inúmeros problemas referentes à Segurança Contra Incêndio, além de identificar irregularidades e fraudes nos sistemas preventivos.
Entre as irregularidades, a nota dos Bombeiros destaca:
- Sistema de Iluminação de Emergência: a vistoria identificou que estavam faltando em vários locais ou não funcionavam. “Foi encontrado inclusive alguns pontos nos quais houve claramente a tentativa de burlar a vistoria, onde o bloco de iluminação foi apenas colocado sem a devida instalação”, salientou o Bombeiro em nota à imprensa.
- Sistema de Iluminação de Alarme e Detecção: Faltante em vários locais ou não funcionavam. “De maneira análoga ao que foi observado do sistema preventivo anterior, em alguns pontos houve claramente a tentativa de burlar a vistoria, onde a botoeira do alarme foi colocada sem a devida instalação, e de forma agravante, foi colocada uma pilha para simular estar funcionando”, pontuaram os Bombeiros.
Providências
Após a realização da vistoria, um Relatório de Indeferimento de Vistoria de Funcionamento foi confeccionado pela corporação, além de um Auto de Fiscalização dando prazo para a edificação ser regularizada. Também foi feito um Auto de Infração com multa pela tentativa de burlar a fiscalização alterando as características dos sistemas preventivos.
Os Bombeiros reforçaram ainda que todos os relatórios, laudos e Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) foram encaminhados para o Ministério Público e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), para que sejam tomadas as medidas pertinentes ao caso.
Contraponto
O Diário do Iguaçu entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação e aguarda a manifestação da SED sobre a situação na unidade escolar.
fonte: diariodoiguacu


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