terça-feira, 15 de agosto de 2017

Conhecimento sobre risco de incêndio é fundamental no dimensionamento do sistema de sprinklers

Vamos ajudar você a identificar em que classificação de risco se encontra o local que você deseja instalar um sistema de sprinkler.
Uma boa escolha para a proteção de qualquer patrimônio é a instalação de um sistema de sprinklers de qualidade. Uma das principais definições que deverá ser feita antes da implementação do sistema, é levantar corretamente o grau de risco de incêndio que as ocupações possuem.
Vamos ajudar você a identificar em que classificação de risco se encontra o local que você deseja instalar um sistema de sprinkler. Para isto vamos recorrer à norma de projeto que estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndios por chuveiros automáticos (ABNT NBR10897:2014).
Confira as definições de risco conforme o requisito 4 da norma
Ocupações de risco leve
São compreendidas as ocupações ou parte das ocupações onde a quantidade e/ou a combustibilidade do conteúdo (carga incêndio) é baixa, tendendo à moderada, e onde é esperada uma taxa de liberação de calor de baixa a média.
Ocupações de risco ordinário
Grupo 1: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a combustibilidade do conteúdo é baixa e a quantidade de materiais combustíveis é moderada. A Altura de armazenamento não pode exceder 2,4m. São esperados incêndios com moderada taxa de liberação de calor.
Grupo 2: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade de conteúdo é de moderada a alta. A altura de armazenamento não pode exceder 3,7m. São esperados incêndios com alta taxa de liberação de calor.
Ocupação de risco extra ou extraordinário
Grupo 1: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade de conteúdo são muito altas, podenso haver a presença de pós e outros materiais que provocam incêndios de rápido desenvolvimento, produzindo alta taxa de liberação de calor. Neste grupo, as ocupações não podem possuir líquidos combustíveis e inflamáveis.
Grupo 2: Compreendem as ocupações com moderada ou substancial quantidade de líquidos combustíveis ou inflamáveis.
Para classificação de risco e formas de proteção em áreas de armazenamento, devem ser consultados os requisitos da norma ABNT NBR 13792.
Confira os exemplos de classificação de ocupações conforme o “Anexo A” da norma

Risco Leve
Igrejas
Clubes
Escolas públicas e privadas (1o, 2o e 3o graus)
Hospitais com ambulatórios, cirurgia e centros de saúde
Hotéis, edifícios residenciais e similares
Bibliotecas e salas de leitura exceto salas com prateleiras altas
Museus
Asilos e casas de repouso
Prédios de escritórios, incluindo processamento de dados
Áreas de refeição em restaurantes, exceto áreas de serviço
Teatros e auditórios, exceto palcos e proscênios
Prédios da administração pública
Risco ordinário (grupo 1)

Estacionamentos de veículos e showrooms
Padarias
Fabricação de bebidas (refrigerantes, sucos)
Fábricas de conservas
Processamento e fabricação de produtos lácteos
Fábricas de produtos eletrônicos
Fabricação de vidro e produtos de vidro
Lavanderias
Áreas de serviço de restaurantes
Risco ordinário (grupo 2)

Moinhos de grãos
Fábricas de produtos químicos – comuns
Confeitarias
Destilarias
Instalações para lavagem a seco
Fábricas de ração animal
Estábulos
Fabricação de produtos de couro
Bibliotecas – áreas de prateleiras altas
Áreas de usinagem
Indústria metalúrgica
Lojas
Fábricas de papel e celulose
Processamento de papel
Píeres e embarcadouros
Correios
Gráficas
Oficinas mecânicas
Áreas de aplicação de resinas
Palcos
Indústrias têxteis
Fabricação de pneus
Fabricação de produtos de tabaco
Processamento de madeira
Monstagem de produtos de madeira
Risco extraordinário (grupo 1)

Hangares
Áreas de uso de fluídos hidráulicos combustíveis
Fundições
Extrusão de metais
Fabricação de compensados e aglomerados
Gráficas (que utilizem tintas com ponto de fulgor menos de 100 F (38 C)
Recuperação, forulação, secagem, moagem e vulcanização de borracha
Serrarias
Processos da indústria têxtil: escolha da matéria-prima, abertura de fardos, elaboração de misturas, batedores, cardagem, etc.
Estofamento de móveis com espumas plásticas.
Risco extraordinário (grupo 2)

Saturação com asfalto
Aplicação de líquidos inflamáveis por spray
Pintura por flowcoating
Manufatura de casas pré-fabricadas pu componentes pré-fabricados para construção (quando a estrutura final estiver presente e tiver interiores combustíveis)
Tratamento térmico em tanques de óleo abertos
Processamento de plásticos
Limpeza com solventes
Pintura e envernizamento por imersão

É importante que o contratante conte com a ajuda de um especialista e de uma empresa qualificada em projetos de sistemas de prevenção por sprinklers, para auxiliar nas definições e dimensionamentos mais apropriados para cada área protegida. Para uma boa indicação de empresas especializadas em projetos de sistemas de Sprinklers, sugerimos a consulta a Associação Brasileira de Sprinklers (ABSPk).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Equipe de Intervenção Rápida (RIT) Qual a finalidade?



RIT - Rapid Intervention Team

O termo pode ser traduzido como Equipe de Intervenção Rápida, é basicamente é um grupo de dois ou mais bombeiros com a função de resgatar outro(s) bombeiro(s) em perigo.
O RIT não é um grupo de busca primária, nem de combate a incêndio. Esta equipe fica de prontidão do lado externo da edificação, podendo auxiliar em funções como avaliação 360o, abertura de acessos, ventilação e montagem de linhas de ataque, mas sempre em prontidão caso seja necessário resgatar algum bombeiro.
Geralmente não é uma equipe de primeira resposta na ocorrência - as primeiras equipes na cena realizarão o combate e a busca primária, se necessário.
Pode ser montada em qualquer tipo de incêndio estrutural, mas é mais usada em incêndios maiores (casas de alvenaria de grande porte, edifícios, grandes comércios, indústrias).
Durante as operações de combate e busca primária, podem ocorrer colapso de estruturas, quedas, desorientação e falta de ar no EPR, levando o bombeiro a pedir socorro via rádio ("Mayday").
Nestes casos, o RIT entra em ação para retirar o(s) bombeiro(s) da edificação.
estudos comprovaram que, diante de uma situação de falta de ar no EPR com desorientação, não sendo o bombeiro capaz de encontrar a saída por conta própria, o melhor a se fazer é solicitar socorro pelo rádio e permanecer em repouso.
Quando o alarme do EPR começa a soar (indicando que o ar está acabando), geralmente se tem de 3 a 5 minutos para sair da edificação, dependendo do esforço e da condição física do bombeiro. Se o bombeiro permancer em repouso, este tempo passa de 20 minutos!
Quando um bombeiro pede socorro - se for possível - é importante que ele se identifique, tente dar um ideia de onde se encontra, informe o nível de ar no seu EPR e as condições do local (colapso de estruturas, fumaça do chão ao teto, chamas, etc).
Dependendo do nível de ar, o RIT poderá ter que levar um EPR extra para conseguir extrair o bombeiro sem que este - ou o próprio RIT - fique sem ar.
Existem algumas ferramentas básicas que um RIT deve ter à mão para facilitar o resgate. Entre elas:
Alavanca Halligan, Machado de arrombamento,Corta-vergalhão,Serra policorte, Motosserra,Bolsa com cabo (50m ou mais, para poder ter um guia de saída),
EPR extra.Lanternas,Rádio.Se disponível, levar junto uma câmera térmica.
Os equipamentos que o RIT vai levar para dentro da edificação dependerão do local onde se encontra o bombeiro a ser resgatado, do nível de ar nos cilindros, do tipo de edificação, etc. A decisão é baseada na experiência do time para antever possíveis dificuldades.
Mas lembre-se que o RIT pode ter que carregar um ou mais bombeiros para fora da edificação. Portanto, quanto menos peso, melhor.
O RIT deve ser formado preferencialmente por bombeiros experientes e em boa condição física, pois a busca e a extração do(s) bombeiro(s) exigirá velocidade, decisão rápida e força.
Outro ponto importante é, sempre que possível, contar com uma equipe de pré-hospitalar no incêndio para atendimento dos bombeiros. Caso haja vítimas (não bombeiros), outras ambulâncias deverão ser solicitadas, sempre permanecendo uma delas no local.

Fonte:ncendioseresgates.blogspot.com.br

Conheça as novas alteração da NR 20 ( Líquidos Combustíveis e Inflamáveis).

No dia 06/07/2017 o MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, emitiu a Portaria nº 872 onde aprova as diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) e semi-presencial para as capacitações previstas na Norma.
É sabido que Educação à distância evoluiu muito nos últimos anos e já é realidade para muitos brasileiros. O avanço da tecnologia permite que as pessoas possam estudar a qualquer hora, qualquer lugar e no seu ritmo.
Essas características influenciam bastante no momento que o aluno escolhe fazer um curso presencial ou à distância. Porém conforme levantou o MTE algumas NRs possuem peculiaridades que exigem que o aluno tenha formação semi-presencial(Parte Prática). Ou seja, ele poderá fazer parte do conteúdo pelo sistema online e parte na própria empresa ou escola o que for melhor para ambas as partes.
A educação à distância possui diversos benefícios como permitir que o aluno possa realizar qualquer curso independente de onde mora. Pode se manter atualizado sem que isso interfira no andamento de suas atividades.
A questão levantada pelo Ministério do Trabalho são os cuidados que devem ser levados em consideração quando o aluno realiza todo o curso online. Independente da modalidade deve-se haver responsabilidade com a formação e a capacitação dos empregados nas competências necessárias à execução de suas atividades.
A portaria impõe regras muito importantes, como: 
a. Os cursos Básico, Intermediário, Avançado I e Avançado II, cujos conteúdos estão elencados no Anexo II da NR-20, não poderão utilizar-se exclusivamente da modalidade de ensino à distância em razão da previsão expressa no Anexo II da NR-20 de conteúdo programático prático como uma das etapas da capacitação. 
b. As capacitações que utilizam ensino à distância ou semi-presencial devem ser estruturadas com a mesma duração de nida para as respectivas capacitações na modalidade presencial. 
c. As atividades práticas obrigatórias devem respeitar as orientações previstas nas NR-20 e estar descritas no Projeto Pedagógico do curso. 
d. Somente serão válidas as capacitações realizadas na modalidade de ensino à distância ou semi-presencial que sejam executadas em um Ambiente Virtual de Aprendizagem apropriado à gestão, transmissão do conhecimento e à aprendizagem do conteúdo. 
De acordo com essas mudanças o empregador deverá fornecer a seus funcionários formação e conhecimento online e semi-presencial, caso essa medida não seja atendida o empregador poderá ser autuado. O ANEXO III da NR 20 determina o conteúdo programático que deve ser seguido para estar de acordo com as exigências do MTE e também quais cursos sofrerão alterações conforme abaixo.
Cursos que podem ser feitos online
* NR 20 - Integração 
* NR 20 - Específico
Cursos que devem ser feitos semi-presencial
* NR 20 - Básico 
* NR 20 - Intermediário 
* NR 20 - Avançado I * NR 20 - Avançado II
O Instituto Santa Catarina está preparado e realizando os cursos com um modelo onde cumpri com todas as novas exigências da NR-20.
É importante lembrar que os cursos à distância e semi-presencial devem atender aos requisitos constantes do Anexo III da NR-20 para que seus certificados sejam reconhecidos pelo Ministério do Trabalho.
fonte: institutosc.com.br


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Roupa de Aproximação Dicas e Finalidades.

ROUPA DE APROXIMAÇÃO FINALIDADES:
As roupas de aproximação são projetadas para proporcionar proteção limitada contra o calor e chamas. Elas devem, também, oferecer razoável proteção química contra substâncias que podem existir no local da ocorrência, sem, contudo, reduzir a capacidade de mobilidade do bombeiro, devendo ainda, serem confortáveis, leves e de fácil colocação.
As roupas devem possuir partes refletivas de alta reflexibilidade, de forma a permitir uma melhor visualização do bombeiro em ambientes escuros ou que apresentem dificuldades para uma boa visibilidade.
O blusão oferece proteção para o tronco e membros superiores, e a calça para o quadril e membros inferiores.
As roupas de aproximação, quando utilizadas em operações de salvamento não relacionadas a incêndios, operações de atendimento pré-hospitalar, e desencarceramento de vítimas, devem ainda, oferecer proteção contra:
Penetração de alguns fluidos de automóveis e alguns outros produtos químicos;
Penetração de sangue e outros fluidos corporais;
Chuva e jatos d’água de mangueiras; e
Clima frio;
O combate a incêndio é uma atividade ultra-arriscada e inevitavelmente perigosa.
Para reduzir os riscos de morte, queimaduras, ferimentos, doenças e enfermidades, você deve ler cuidadosamente e seguir estritamente todas as recomendações técnicas de combate a incêndio, bem como as instruções de uso da roupa de proteção e demais equipamentos.
ATENÇÃO
Não utilize a sua roupa de proteção para combate a incêndio até que você tenha sido rigorosamente treinado pela sua Empresa ou pela Escola de Bombeiros na utilização correta da roupa de proteção e nas técnicas de combate a incêndio.
Muitas roupas de combate a incêndio são constituídas de três camadas:
uma estrutura externa,
uma barreira de umidade
e um forro térmico.
Tipicamente, a barreira de umidade e o forro térmico são costurados juntos para constituir o sistema do forro interno.
Em alguns modelos, este forro interno pode ser removido para limpeza, inspeção e descontaminação.
ATENÇÃO
A roupa de proteção nunca deve ser usada sem o forro interno em seu devido lugar.
fonte: wandersonmonteiro.wordpress.com

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Conheça 5 equipamentos para espaço confinado.

O espaço confinado de trabalho é definido por qualquer área ou ambiente não projetado para a ocupação humana regular. Logo, para operar com segurança sob essas circunstâncias é preciso conhecer os equipamentos de espaço confinado necessários para cada atividade.
Por exemplo, espaços com acesso reduzido de entrada e saída, ventilação insuficiente para a remoção de contaminantes ou que possam exigir deficiências ou enriquecimento do oxigênio. No que se refere à atmosfera, um ambiente é tido com enriquecimento do oxigênio quando contém mais de 23% de oxigênio em volume na atmosfera. Já a deficiência, é quando a atmosfera contém menos que 20,9% de oxigênio em volume.
Os espaços confinados mais conhecidos são poços, elevadores, tubulações, redes de esgoto subterrâneas, chaminés, silos, cisternas, reservatórios etc. Outros exemplos desses espaços e atividades realizadas neles são:
caixas d’água de fábricas ou edificações;
áreas de armazenamento de grãos;
tanques de combustível em empresas;
processadores de massa de indústrias químicas.
Vale ressaltar que o espaço confinado não é definido apenas por um espaço impróprio para o trabalho humano. Dentro do conceito, existem diferentes categorias e determinações para alguns fatores como os níveis de atmosfera e as dimensões do espaço.
Existem inúmeros riscos para operar em espaços restritos. Dentre eles, os principais são: explosão, soterramento e falta ou excesso de oxigênio na atmosfera.
Como operar com segurança em espaços confinados?
O trabalho confinado existe em inúmeros segmentos de negócios. Mas, em geral, os principais trabalhos realizados em espaços confinados são:
operações de resgate e salvamento;
manutenções, reparos, limpeza ou inspeções;
obras de construção civil e naval.
A Norma Regulamentadora (NR) que rege o trabalho em espaços confinados é a NR 33, referente a Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados
Segundo a lei, para operar nesses espaços é obrigatório que o trabalhador faça uma capacitação obrigatória, renovada anualmente e ministrada por instrutores com proficiência comprovada no assunto.
A carga horária da capacitação pode variar de acordo com a atividade exercida e espaço confinado de atuação. O certificado é emitido em nome do trabalhador, com data e local de treinamento.
Quais são os equipamentos para espaço confinado?
Além de estar bem preparado para atuar em áreas restritas, é impossível realizar esse tipo de atividades sem os itens de proteção adequados. Conheça agora alguns equipamentos essenciais para o trabalho em espaços confinados:
1. Tripé e monopé para entrada e resgate
São equipamentos desenvolvidos para uso em espaços confinados e/ou terrenos com grandes desníveis.
Utilizados em conjunto com guinchos, resgatadores ou blocos de polias, eles auxiliam a entrada e saída do trabalhador, tanto na movimentação normal quanto, eventualmente, em resgates.
Esses equipamentos permitem o trabalho em suspensão nos setores de risco para acessos verticais.
2. Detectores de gases
São usados para medir e indicar a concentração de gases no ar. Por meio de tecnologias, eles são empregados para impedir a exposição do trabalhador a substâncias tóxicas e evitar incêndios.
Disponibilizados em unidades portáteis ou fixas, eles indicam altos níveis de gases por indicadores visíveis, audíveis, luzes ou uma combinação de sinais.

Os detectores são classificados pelo tipo de gás que identificam: tóxicos ou inflamáveis. A partir dessas classificações, as tecnologias são empregadas de formas diferentes. Os sensores catalíticos e infravermelhos detectam gases eletroquímicos e combustíveis. Já os que usam tecnologia de semicondutor de óxido metal normalmente detectam os gases tóxicos.
Eles podem ser utilizados para monitorar pequenas áreas de trabalho ou podem ser combinados para formar um sistema de proteção completo.
Existem diferentes tipos de detectores disponíveis, no entanto, todos possuem a mesma função: monitorar e alertar sobre os níveis de gases perigosos para o trabalho humano.
3. Conjunto autônomo de ar
O conjunto autônomo para espaços confinados é um suprimento alternativo para uso em caso de falha do sistema principal de ar, conectando-se diretamente, seja ele um conjunto de cilindros de ar respirável ou um compressor de baixa pressão.
Quando acionado, em caso de falha nos compressores de abastecimento ou esgotamento da reserva principal, ele supre facilmente a ausência de ar e protege o trabalhador em locais com deficiência de oxigenação ou contaminantes na atmosfera.
Quando há intervenção de gases tóxicos no espaço confinado de trabalho, o conjunto autônomo de ar também é acionado.
4. Trava-quedas e/ou guincho

O trava-quedas é um equipamento de proteção individual (EPI) contra quedas em alturas, utilizado por trabalhadores encarregados de limpeza e manutenção em alturas elevadas, tais como atividades em andaimes, cadeiras suspensa, escadas, plataformas ou telhados.
Já os guinchos de deslocamento são projetados para situações que exigem múltiplos mastros ajustáveis, podendo ser equipados na sua traseira ou dianteira.
Existem várias bases disponíveis, permanentes ou portáteis, que se adequam a qualquer aplicação necessária.
5. Exaustores e insufladores de ar
Pela NBR 16577, todos os trabalhos realizados em espaço confinado precisam de algum tipo de ventilação, exaustão ou uma combinação entre as duas.
O que define o volume, a forma e o tipo de equipamento de ventilação ou exaustão a ser utilizado é a Análise Preliminar de Risco (APR) e a Permissão de Entrada e Trabalho (PET).
Existem ventiladores e exaustores movidos a diferentes fontes de energia, que dependem da situação exigida. O modelo mais comum é movido a energia elétrica, mas também existem opções movidas a gasolina, óleo diesel, ar comprimido e outras fontes.
Em casos de atmosfera explosiva, é preciso usar um ventilador certificado pelo INMETRO para exercer qualquer atividade. Nesse caso, a ventilação deve ser combinada à exaustão, ambas de forma mecânica.
Esses são os equipamentos básicos utilizados na maior parte dos espaços confinados hoje em dia. Existem outros sistemas e equipamentos de segurança, que podem ser empregados de acordo com as especificidades das atividades a serem realizadas.
A determinação dos equipamentos necessários depende da análise prévia dos riscos envolvidos na forma como a atividade será realizada.
Por que se preocupar com os equipamentos para espaço confinado?
A preocupação do empregador ao providenciar todos os equipamentos de proteção exigidos pela NR 33, dentro das certificações necessárias, é a garantia de que ele está adquirindo um material confiável e resistente.
Dentre os riscos de atividades em espaços confinados também destacam-se:
infecções por agentes biológicos;
engolfamento ou intoxicação por substâncias químicas;
choques elétricos;
quedas;
esmagamento;
queimaduras;
inundação.
Além do uso de todos os equipamentos necessários, a lei também exige que seja feito um reconhecimento prévio dos espaços confinados, seguido de avaliação, monitoramento e controle de riscos.
Por meio da NR 33, fazer uso dos equipamentos de espaço confinado corretos garante a execução do trabalho em espaços restritos com segurança. Dessa forma, a integridade física e psicológica dos trabalhadores que operam nessas condições não fica comprometida durante o exercício de suas atividades.

fonte: conect.online

domingo, 23 de julho de 2017

NBR 16577: entenda tudo sobre a proteção em espaço confinado

A segurança do trabalho é um importante fator para o sucesso de uma empresa. Quando acidentes e imprevistos acontecem, as perdas humanas, jurídicas e financeiras podem colocar em risco seu desempenho, e isso deve ser evitado a todo custo.
Visando melhorar a condição de trabalho dos colaboradores de um empreendimento, em 2017, a NBR 16577 (Espaço Confinado — Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção) está mudando o dia a dia de um técnico de segurança do trabalho.
Para fazer com que sua gestão alcance seus objetivos e preze pela saúde de seus funcionários, esse profissional deve utilizar técnicas avançadas e dentro das prescrições normativas existentes em nosso país.
Como a NBR 16577 é um material relativamente novo, algumas pessoas ainda não a conhecem e devem ser atualizadas o quanto antes em relação às suas mudanças. Neste post, tiramos todas as suas dúvidas sobre a proteção em espaço confinado. Dessa forma, tenha muita atenção em sua leitura e aproveite.
Veja a importância da NR 33 para a NBR 16577
A Norma Regulamentadora NR 33 — Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados — é um importante instrumento do Ministério do Trabalho para a identificação de espaços confinados, além de identificá-los, monitorá-los, e determinação dos riscos existentes.
Porém, as atividades não são totalmente detalhadas. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem a função de regulamentar o que está determinado nas NRs, por meio das Normas Brasileiras Regulamentadoras (NBRs).
Por mais que esses conceitos possam confundir alguns profissionais, é necessário compreender suas diferenças e utilizá-las em sua gestão. Assim, a NBR 16577 especifica e detalha os tipos de equipamentos, as manutenções e os procedimentos técnicos a serem utilizados nos espaços confinados.
Conheça suas novidades
Com o lançamento da NBR 16577, a antiga NBR 14787 foi cancelada e você precisa conhecer suas atualizações. Veja algumas delas abaixo:
Espaço confinado não perturbado
A NBR 16577 determina um espaço confinado não perturbado como aquele que não tem suas características alteradas antes, durante e depois a realização das atividades necessárias.
Em outras palavras, após a Permissão de Entrada de Trabalho (PET) — documento obrigatório para quem trabalha em um espaço confinado — ser criada, as condições ambientais não são alteradas e permanecem da maneira como foram analisadas e descritas no PET.
Espaço confinado perturbado
Já o espaço confinado perturbado é definido quando as atividades ali realizadas alteram algum aspecto de seu ambiente.
Por exemplo, ao utilizar um produto de limpeza em um espaço confinado, os gases liberados no procedimento podem desencadear uma reação química não prevista no PET e colocar em risco a vida dos trabalhadores.
Se essa situação não foi esperada, todas as medidas de segurança tomadas serão inúteis à ação desse novo reagente, trazendo grandes riscos para seus colegas de trabalho.
Com essas novidades, é possível conhecer seu ambiente profissional e propor um plano de segurança eficiente, sempre prezando pela continuidade das atividades de sua empresa e a qualidade de vida de seus colaboradores.
Lembre-se de que os acidentes em espaços confinados, na maioria das vezes, são fatais e trazem enormes prejuízos para seu negócio e para as famílias de seus colaboradores. Portanto, faça de tudo para evitar problemas no ambiente de trabalho.
Entenda qual é a importância do monitoramento de gases

A NBR 16577 também toca em um importante assunto relacionado à segurança do trabalho: o monitoramento de gases em espaços confinados. Com as novas mudanças, todo ambiente deve ter um detector de gases pronto para identificar, pelo menos, quatro tipos diferentes de substâncias.
O que antes era considerado como uma boa prática, agora, tornou-se uma obrigação. Assim, atue com os melhores equipamentos existentes no mercado, como o multigás, e evite acidentes de trabalho em seu empreendimento.
Fique muito atento e sempre ajuste os sensores de gases, já que, nessas horas, qualquer descuido pode ser fatal. Então, fique atento para respeitar os limites máximos de concentração de gases em um ambiente.
Saiba mais sobre os métodos de ventilação
O anexo B da NBR 16577 nos informa que a ventilação mecânica é a forma mais eficiente de controlar a atmosfera em um espaço confinado, não importando se os seus gases são tóxicos, inflamáveis ou deficientes de oxigênio.
Devido aos seguintes fatores, a ventilação natural não pode ser utilizada:
intensa variabilidade da velocidade e vazão do ar;
controle ineficiente do direcionamento do ar;
problemas com a diferença de altura e pressão entre as entradas e saídas de um ambiente confinado.
Ademais, as áreas ventiladas devem ser bem identificadas e marcadas apropriadamente, segundo a ABNT NBR IEC 60079-0 e a Portaria INMETRO nº 175/2010, sendo protegidas de descargas eletrostáticas e contando com o aterramento de seus equipamentos.

Como você percebeu, é necessário ter um sistema de ventilação em espaços confinados adequado ao seu ambiente de trabalho, garantido que o ar flua para dentro e para fora.
Em alguns casos, um ventilador insuflador e um outro exaustor pode resolver seus problemas com muita eficiência. Já em outras situações, os ventiladores centrífugos, axiais, reatores ou até mesmo o ar comprimido podem ser utilizados. Antes de tomar qualquer decisão, avalie os parâmetros e exemplos presentes na NBR 16577 e busque por ajuda especializada no mercado.
Atualmente, existem vários cursos relacionados à NR 33 e à NBR 16577. Portanto, para sair na frente de seus concorrentes, encontre uma instituição experiente e com notoriedade em seu ramo de atuação.
Para evitar acidentes de trabalho em sua empresa, um técnico de segurança do trabalho precisa conhecer seu processo produtivo e dialogar com seus colegas de trabalho. Além disso, ele precisa conhecer e respeitar as normas técnicas e regulamentadoras, acompanhando suas atualizações e mudanças.
Agora, você conhece um pouco mais sobre a NBR 16577 e está preparado para prestar um serviço de qualidade e adequado às necessidades do mercado. Entretanto, sempre fique muito atento para encontrar soluções eficientes em sua rotina de trabalho e nunca se acomodar.