quarta-feira, 19 de julho de 2017

Epilepsia: Causas, sintomas e tratamento

A epilepsia é uma disposição neurológica recorrente, atingindo aproximadamente uma em cada cem pessoas. A doença é discernida pela eventualidade de crises epilépticas, que se reprisam a intervalos variáveis. Essas crises são ocorrências clínicas de uma descarga anormal de neurônios, que são as células que compõem o cérebro.
“ É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Se ficarem restritos, a crise será chamada parcial; se envolverem os dois hemisférios cerebrais, generalizada. Por isso, algumas pessoas podem ter sintomas mais ou menos evidentes de epilepsia, não significando que o problema tenha menos importância se a crise for menos aparente.”
As crises epiléticas podem ser motivadas ou desencadeadas por distintos e inúmeros fatores, tanto que existe para cada elemento de causa uma nomenclatura. Para a ABE (Associação Brasileira de Epilepsia), a crise epilética:
“[…] é definida como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas devido a uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro. Esses sinais ou sintomas incluem fenômenos anormais súbitos e transitórios tais como alterações da consciência, ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por um observador.”
A ABE determina a existência de três gêneros de crises epiléticas: crises epiléticas provocadas, crises epiléticas não provocadas e crises epiléticas reflexas.
Crises epiléticas provocadas
Conhecidas também por crises sintomáticas agudas são as crises ocasionadas por disposições agudas e transitórias, tais como alterações sistêmicas, metabólicas ou tóxicas, ou lesões ao SNC (Sistema Nervoso Central), por exemplo: infecções, traumas cranianos, AVC, hemorragias intracerebrais, intoxicações ou abstinência aguda de álcool.
Para determinar uma crise epiléptica como provocada, é necessário ter uma associação temporal vinculada ao acometimento agudo. Vale ressaltar que o intervalo entre o acometimento e a crise pode alterar de acordo com o subtipo. Existem quatro subtipos de crises epiléticas provocadas, são elas:
Crise provocada por infecção
As crises ocorrem nos primeiros sete dias após a infecção do sistema nervoso central, por um acidente vascular cerebral, um traumatismo craniano ou por uma esclerose múltipla.
Crise provocada por hemorragias agudas
As crises transcorrem na presença de hemorragias agudas das malformações arteriovenosas.
Crise provocada pelo HIV
As crises são ocasionadas no decorrer da fase aguda ou pelas alterações metabólicas graves durante a infecção por HIV.
Crise provada pelo tratamento de neurocisticercose
As crises ocorrem durante o tratamento de neurocisticercose (presença do parasita (solitária) na fase transicional ou degenerativa), ou por um abscesso cerebral.
Crises epiléticas não-provocadas

É característico o isolamento ou o agrupamento de manifestações em um período de 24 horas, que acontecem na exiguidade de um componente precipitante ou e em uma pessoa sem histórico prévio compatível com epilepsia. Reforçamos que, o termo não-provocada segundo o ABE é muitas vezes determinado como impreciso, pois é difícil reconhecer se houve regiamente ou não de um fator precipitante.
Estima-se que a chance de novas crises após uma primeira crise não-provocada está em torno de 33% a 50%.
Crises epilépticas reflexas
A crise é intitulada reflexa quando a sua ocorrência está notoriamente intrínseca a um estímulo externo ou uma atividade do indivíduo. Os estímulos e as atividades podem ser classificados como simples ou elaborado.
Tipos de ocorrências da crise epiléptica reflexa – Imagem por Saudável e Feliz
Síndrome epiléptica
A definição para a síndrome epilética é dada como um transtorno epilético caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas que frequentemente ocorrem juntos. Os sinais e sintomas podem ser de dois aspectos:
Aspectos clínicos
Histórico clínico da pessoa;
Tipos de crises;
Modos de ocorrência das crises;
Fatores neurológicos;
Fatores psicológicos.
Aspectos detectados pelos exames
Eletroencefalograma;
Tomografia;
Ressonância.
Sintomas da epilepsia
Conforme foi mencionado, existem vários tipos de crises epilépticas, e para cada tipo há sintomas e sinais específicos. De um modo geral os principias sintomas da epilepsia são:
Torpor;
Lapsos de atenção;
Perda da consciência;
Contrações musculares e movimentos involuntários;
Convulsões;
Sialorréia;
Distorção perceptiva.
Diagnóstico e o tratamento para epilepsia
Diagnóstico
Os especialistas recorrem a anamnese, aos exames de imagem e os exames funcionas para diagnosticar a mazela.
Anamnese
É a história da pessoa que sofre de epilepsia. O médico também pode recorrer aos familiares para obter mais informações sobre os aspectos e características da crise.
Exames de imagem
Os exames de imagem utilizados são:
Tomografia computadorizada;
Ressonância magnética.
Exames funcionais
Eletroencefalograma;
Holter cerebral.
Tratamento
O tratamento é realizado por intermédio de medicamentos que visam impedir as descargas elétricas cerebrais anormais, as quais produzem as crises epilépticas. Atenção! Devido às crises serem totalmente ocasionais e imprevisíveis, a pessoa que sofre de epilepsia deve tomar o medicamento paulatinamente, e não apenas nas ocasiões de desencadeamento das crises. O tratamento é extenso e exige muito controle e determinação.
O acompanhamento médico regrado se faz necessário, para que se possa receitar a quantidade de remédios de acordo com a necessidade da pessoa. Não existe um tratamento genérico, o especialista deverá estruturar a abordagem medicamentosa no individual.
O risco de recorrência das crises epilépticas
Os pesquisadores definiram um grau de risco de recorrência para as pessoas que tiveram uma ou mais crises. É estimado que o risco de recorrência de uma pessoa que teve duas crises não-provocadas voltar a ter crises epilépticas está em torno de 60% a 90%.
“Quando a primeira crise epilética ocorre, o médico está diante de um dilema: iniciar imediatamente uma medicação antiepiléptica ou aguardar até que o indivíduo apresente uma próxima crise. Como tentativa de responder a esse confronto.”
Um grupo de pesquisadores britânicos realizou um estudo multicêntrico chamado por eles de MESS – Multicenter Trial for Early Eplepy and Single Seizures (Ensaio Multicêntrico para Avaliar Crises Epilépticas Iniciais e Crise Epiléptica Única). Através desse estudo foi constatado que após a primeira crise, quando recorria aos medicamentos antiepilépticos o número de crises subsequentes era reduzido para apenas dois anos.
Recomendações para as pessoas epilépticas
É possível evitar algumas situações que desencadeiam convulsões, se você sofre de epilepsia evite:
Dormir pouco;
Bebidas alcoólicas;
Ficar em ambientes com luzes estroboscopias;
O estresse.
É recomendável também que as pessoas epilépticas evitem cozinhar, todavia, caso não for possível de preferência por utilizar as bocas de trás do fogão. Quando for cozinhar opte pelo não consumo de alimentos que precisam ser fritos ou cozidos. Evite nadar em rios, represas ou mares, pois quando ocorre uma crise o socorro é muito dificultoso. Em relação à condução de veículos existe uma legislação que sinaliza como e quando as pessoas que sofrem de epilepsia podem dirigir.
Recomendações para os expectadores de uma crise epiléptica
É demasiadamente recorrente, os expectadores entrarem em pânico, colocando em risco a vida do epiléptico! Veja como se comportar ao detectar uma pessoa tendo uma crise:
Não tente parar a crise (não segure os braços e as pernas);
Afaste qualquer objeto que possa ferir a pessoa;
Não coloque nada na boca dela;
Deite a pessoa de lado para que ela não se engasgue com a saliva e consiga respirar melhor;
Afrouxe as roupas (gravatas, botões apertados e etc);
Coloque algo macio de baixo da cabeça;
É de suma importância tranquilizar a pessoa após a crise (acalme-a e se for possível acompanhe-a até o seu destino).
O suporte e o acolhimento após a crise são de grande valia, pois as pessoas que sofrem de epilepsia se sentem envergonhadas e entristecidas pelo episódio ocorrido.
Existe a cura para epilepsia?
Os especialistas informam que uma pessoa que teve um diagnóstico de epilepsia sempre terá mais chances de ter novas crises futuras. Portanto, o termo “cura” para epilepsia seria segundo eles inadequado. Eles se sentem mais confortáveis em utilizar o termo: epilepsia resolvida. Esse termo só é aplicado para a pessoa que passou por um período de pelo menos dez anos sem crise e que no mínimo cinco anos desses dez, sejam sem o uso de medicamentos antiepilépticos.
O acompanhamento médico e o conhecimento são os melhores aliados para quem sofre de epilepsia. Não negligencie a sua saúde, após o desencadeamento de uma crise procure um médico! Cuide-se.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Bombeiros Chilenos um Exemplo a ser Seguido.

Segundo dados da ONU. o Chile é país com o terceiro maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das Américas, ficando atrás apenas do Canadá e Estados Unidos.
Chama atenção ao fato do Chile ser talvez o único país do mundo onde nenhum bombeiro recebe salário, pois são todos voluntários.
Certamente o Chile é um exemplo que merece ser estudado. Afinal espiar o vizinho não faz mal algum...
Ser bombeiro no Chile não é tarefa simples, o país possui uma geografia bastante incomum, com extensa latitude e clima bastante diverso. Está localizado sobre uma placa tectonica ativa que atormenta o país com intensos terremotos e tsunamis. Lá foi registrado o maior tremor da história do planeta, em 1960, que atingiu 9.5 graus.
O Chile, contudo, possui um eficiente Sistema Nacional de Emergência que é modelo de referência mundial e motivo de orgulho para todos os seus cidadãos.
Bombeiros Voluntários do Chile
O sistema Chileno se originou pela necessidade. No século 19, após um incêndio na Cidade de Valparaíso, que despertou na sociedade a importância de se organizar para enfrentar o perigo do fogo. A comunidade, com apoio das autoridades, convocou voluntários, adquiriu equipamentos, se capacitou com treinamentos e assim, com um espírito de fraternidade e dever a cumprir, o primeiro corpo de bombeiros no Chile oficialmente iniciou suas operações em 30 de junho de 1850. Com quatro companhias voluntárias.

Existem hoje cerca de 40 mil bombeiros voluntários no Chile. É mais ou menos a metade do efetivo de bombeiros do Brasil, estimado em 100 mil bombeiros. Mas levando em conta que a população do Chile é de somente 18 milhões de habitantes, enquanto que e a do Brasil ultrapassa 200 milhões. Conclui-se que no Chile existem 2,2 Bombeiros para cada mil habitantes, já no Brasil essa razão despenca para menos de 0,5 bombeiro por mil habitantes. 
A eficiência dos Serviços de Emergência Chilenos é inquestionável. O terremoto de 8.8 graus que atingiu o Chile em 2010 e ceifou a vida de 800 pessoas é um exemplo de como o País está preparado para enfrentar e responder a catástrofes. Somente a título de comparação, naquele mesmo ano um terremoto de menor escala, 7 graus, matou entre 100 mil a 200 mil pessoas no Haiti. 
Outro exemplo impressionante foi o resgate dos 33 mineiros da mina de San José em 2010, que ficaram soterrados por várias semanas em uma profundidade de quase 700 metros. A complexidade dessa operação sem precedentes e a mobilização incondicional de voluntários e especialistas de vários países foi um fator marcante que despertou a atenção dos noticiários do mundo inteiro.
Para apoiar as estruturas de bombeiros chilenas, o Governo e a comunidade costumam dar alguma ajuda financeira, porém todos os voluntários precisam ter um emprego fixo para garantir a sua renda. Apesar dos bombeiros chilenos não possuírem nenhum tipo de remuneração pecuniária por seus serviços, eles porém gozam de alguns benefícios como seguro de vida e assistência médica em caso de acidentes ou enfermidades contraídas durante o exercício do seu trabalho voluntário.
O resgate dos 33 mineiros no incidente da mina San Jose em 2010 Cada Corpo de Bombeiro Chileno é uma organização privada sem fins lucrativos, com personalidade jurídica e estatuto próprio.
Essas organizações são bem diversas devido a variação dos tipos de emergências que são demandados pelas comunidades que atendem.
Diferente do regime militar dos Corpos de Bombeiros Brasileiros, que são subordinados às polícias militares estaduais. Os Corpos de Bombeiros do Chile são organizados com base em dois princípios fundamentais; por um lado a democracia, que garante que todos os cargos de direção sejam legitimados pelo voto direto dos seus membros, e a hierarquia, necessária para atender às duras exigências dos serviços de emergência.
Já no Brasil o comando do Corpo de Bombeiros é exercido por um oficial militar indicado pelo governo estadual por meio de um processo politico.
No final dos anos 60, foi criada uma estrutura nacional para coordenar os esforços conjuntos. Inicialmente chamada de “Junta Nacional de Cuerpos de Bomberos de Chile”, essa estrutura logo passou a ser conhecida simplesmente como “Bombeiros de Chile”. 
Jovens Bombeiros
O objetivo dessa estrutura nacional é desenvolver um serviço de bombeiros voluntário eficiente, que garanta a segurança da vida e das propriedades dos cidadãos contra incêndios, desastres naturais, acidentes de carros, ocorrências com materiais perigosos e demais emergências. O processo contínuo de treinamento e capacitação dos Bomberos de Chile se concretizou com a criação da "Academia Nacional de Bomberos", com treze sedes regionais, dedicadas ao ensino, pesquisa e capacitação.
Os Bomberos de Chile também participam de atividades de promoção da segurança pública, programas sociais direcionados a prevenção a incêndios, projetos de governo para a rede de voluntários e a capacitação de bombeiros a nível internacional.
O processo de gestão dos bombeiros chilenos se dá por uma “eleição Democrática” cujo mandado dura 2 anos, podendo haver reeleição. Nessas eleições são escolhidos os representantes do seu “Diretório Nacional” que devem ser bombeiros voluntários.
Resgate Veicular no chile é célula básica dos Bombeiros do Chile são as "Compañías", existem cerca de 1.100 em todo o país. Em uma comunidade pequena existe geralmente uma "Compañía", porém nas cidades maiores podem haver várias "Compañías".
O Sistema de APH Chileno adota o conceito norte americano da "Golden Hour" ou "Hora Dorada". Que se baseia no princípio de que quanto mais rápido o paciente receber o tratamento mais adequado para as suas lesões, maiores serão as suas chances de sobrevida.
Equipe de USAR Chilena Algumas unidades do “Sistema Nacional de Operaciones” do Chile são referencias mundiais. Um exemplo disso são as unidades de USAR (Urban Search and Rescue).
O Chile ocupa hoje a vice presidência da rede mundial INSARAG (International Search and Rescue Advisory Group), não é a toa que muitos bombeiros brasileiros realizam treinamentos de USAR no Chile.
Um fato curioso é que em 2014, uma promotora de um programa das Nações Unidas sugeriu que os Bombeiros Chilenos passassem a receber remuneração. Os primeiros a se colocar contrários a essa ideia foram os próprios bombeiros Chilenos.
“Não necessitamos de salário” disse na época Sergio Albomos, da Junta Nacional de Bombeiros. “Quando você desenvolve uma atividade por amor, e não com expectativa de ganhos, certamente irá fazer muito melhor". "O que vão pagar para mim, prefiro que destinem para a formação do nosso povo, compra de equipamentos e renovação das viaturas” argumentou Juan Enrique Julio, superintendente do Cuerpo de Bombeiros de Santiago
Juan Enrique Julio, superintendente do Cuerpo de Bombeiros de Santiago.



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Bebê é Salvo com Orientação do Bombeiro Civil em Alvorada no RS.

Mãe ligou para o 193 e conseguiu desengasgar a criançaCamila e Joaquim receberam a visita do Bombeiro Civil Aguirre e do sargento Eduardo
Uma ocorrência considerada especial movimentou o início da manhã de sexta-feira (14) no quartel do Corpo de Bombeiros de Alvorada. 
Por volta das 5h30min o Bombeiro Civil Paulo Aguirre atendeu pelo número 193 uma mãe desesperada, pendido socorro para seu bebê de sete dias que havia se engasgado durante a amamentação. Imediatamente o bombeiro que estava de plantão orientou a mãe a realizar a manobra Heimlich. Assim a jovem Camila Dutra dos Santos, moradora do bairro Piratini, conseguiu socorrer o pequeno Joaquim.
“Ela estava desesperada, apavorada, mas graças a Deus e à tranquilidade do Bombeiro Civil, a vida do bebê foi salva”, avaliou o comandante dos Bombeiros, sargento Carlos Eduardo da Silva Brum. 
Para completar a ação, na tarde de sexta o comandante, acompanhado do Bombeiro Civil Aguirre, esteve na casa do bebê Joaquim, onde o conheceram e puderam confirmar o sucesso da ação.



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Querem Acabar com o Bombeiro no Brasil Você Acredita Nisso?


INVERSÃO DE PRIORIDADES:


Uma Matéria publicada em 2016 portanto velha! anda circulando via rede social dando conta de um projeto de lei que segundo a divulgação de um site quer acabar com os Bombeiros no Brasil. Além, de tendenciosa está repleta de desinformação.
Veja bem: Pelo que entendemos como meros Brasileiros pagadores de impostos jamais, a iniciativa privada assumirá em definitivo as responsabilidades do Estado haja visto,os Impostos pagos através, de contribuição para a manutenção deste serviço que infelizmente muitas vezes deixa a desejar. a matéria também cita,a criação da frente parlamentar do Bombeiro Civil como força inimiga. algo completamente absurdo, pois trata se de um direito que todo o cidadão tem! pois são mecanismos de defesa de uma atividade profissional neste caso, citar a criação da frente parlamentar como inimiga é no mínimo, falta de conhecimento ou, propositalmente usada em favor a falta de argumentação Válida de fato! pois Todos nós sabemos, que existem diversas frentes parlamentares espalhadas em todo o Brasil defendendo interesses variados.
Usar uma argumentação completamente absurda tal como: "Querem acabar com os Bombeiro" pelo simples fato de ser apresentado um projeto de lei que todos nós sabemos que não é garantia de nada! principalmente, levando em conta os interesses políticos envolvidos até a sua finalização não passa,de uma tentativa sem criatividade de jogar uma categoria profissional legitima contra a sociedade e principalmente, a quem seus trabalhos possa se utilizar. 
Já a a proposição de projetos de Lei encaminhados aos legítimos representantes públicos sejam eles, no Estado ou nos Municípios algo que é citados nesta infeliz matéria... é um direito de qualquer cidadão contribuinte deste pais! ficando a cargo do processo democrático,sua aprovação ou não!
Um texto como este publicado de forma tendenciosa, ultrapassada utilizando, imagens de instituições que não autorizaram o uso de suas imagens não explica e em nenhum momento ou aponta a solução para a principal questão que é, a falta de abrangência, falta de efetivo, planejamento e soluções para a completa falta de unidades militares nos milhares municípios do Brasil! que ficam a mercê da sorte. 
Discutir os Rumos de uma atividade profissional neste caso "Os Bombeiros Civis" é atividade do ministério do trabalho e emprego, das entidades representativas, e das empresas que os contratam.
O Brasil precisa, é de soluções e ações contra incêndio e pânico algo que tem sido esquecido ou deixado de lado a muito Tempo! Soluções Deveriam ser o alvo principal e não, a hegemonia de um termo ou controle de uma atividade profissional reconhecida por lei e independente como classe.
Controle de atividade profissional Como meio de preservação de cargos ou insignias, é o que menos o Brasil precisa neste momento.
Precisamos é de alternativas.
reflitam!
Editorial Conexão Bombeiro.






sábado, 8 de julho de 2017

Você sabia que é obrigatória a presença de um bombeiro civil na empresa? Entenda!

Situações de perigo fazem parte do dia a dia de uma sociedade, entretanto podemos contar com um profissional específico para evitá-las ou amenizá-las. Talvez não seja do conhecimento de todos, mas em algumas circunstâncias e ambientes é obrigatória a presença de um bombeiro.
Você que é empresário, ou encarregado pela segurança do trabalho, já está familiarizado com a figura do bombeiro civil?
Então continue conosco para conferir, neste post, o que exatamente faz esse especialista e as exigências em torno da sua função.
Funções de um bombeiro civil
O papel de um bombeiro civil vai muito além da prevenção e combate de incêndio. Ele atua em situações que colocam a vida das pessoas em risco, como resgate em acidentes, treinamento de equipes e brigadas, atendimentos de urgência em grandes eventos e assessoria dentro de estabelecimentos.
Ao profissional que deseja exercer essa função é exigido capacitação técnica, adquirida por meio de um curso de formação e feita através de uma combinação entre aulas teóricas e treinamentos práticos.

Diferenças entre um bombeiro civil e militar
O bombeiro civil geralmente opera no âmbito particular, mas isso não impede que ele seja contratado pelo governo e trabalhe em conjunto com os militares.
Seus serviços são desempenhados para empresas privadas, em eventos específicos, e devem usar vestimentas diferentes dos militares.
Bombeiro militar é aquele que trabalha sob a administração do Estado, é um servidor público e força auxiliar ao exército.

O que diz a Lei Federal de número 11.901, de 2009?
Este diploma legal (Lei 11.901/2009) define quem é considerado bombeiro civil, bem como quais as suas incumbências dentro de uma organização ou outro local em que sua presença se faça necessária.
Contudo, é importante destacar que a referida lei não coloca como obrigatória a presença de um bombeiro em qualquer empreendimento ou eventos. Tal exigência fica a critério das legislações estaduais ou municipais.
Como a lei tem caráter geral, outras regras são elaboradas para complementar o assunto. É o caso da normativa – ABNT NBR 14608, de 2007 (Anexo A) – que trata da presença dos bombeiros civis em condomínios residenciais.
Os parâmetros nela estabelecidos exigem, por exemplo, pelo menos 1 bombeiro civil para estas áreas destinadas a moradia que possuam 10 mil metros quadrados de extensão ou mais e, ainda, que tenham risco de incêndio.

Qual a importância de ter um bombeiro civil na empresa?
A contratação de bombeiros civis pelas indústrias ou qualquer entidade privada não deve ser encarada como gasto, mas sim um investimento.
Isso porque além de trabalharem para preservar o bem maior que é a vida, tais profissionais também cuidam do patrimônio material de uma empresa, supervisionando a ação dos equipamentos, verificando se o condicionamento dos insumos está adequado. Enfim, são essenciais para que prejuízos maiores não aconteçam.
O bombeiro civil é uma peça-chave para a segurança não apenas dos ambientes privados, mas para a sociedade de um modo geral. Sua função ampara um leque diversificado de situações e todos têm a ganhar com a sua presença.
Gostou das informações deste post? Já tinha conhecimento dos casos em que é obrigatória a presença de um bombeiro? Aproveite para explorar outros fatos sobre o tema em nosso artigo “Bombeiro Civil x Bombeiro Militar: Entenda a diferença”.

terça-feira, 4 de julho de 2017

O que você precisa conhecer sobre os tipos de chuveiros automáticos (sprinklers).

Antes de instalar um sistema de chuveiros automáticos, ou sprinklers como são mais conhecidos, no seu empreendimento, você precisa conhecer os principais modelos e variações que existem no mercado. Compilamos…
Antes de instalar um sistema de chuveiros automáticos, ou sprinklers como são mais conhecidos, no seu empreendimento, você precisa conhecer os principais modelos e variações que existem no mercado. Compilamos as características e classificações previstas na Norma Técnica brasileira, NBR ABNT16400:2015, para que você comece a conhecer cada um deles e lhe ajude na hora de especificar, projetar, comprar entre outros. Confira!
1. Tipos de chuveiros automáticos conforme o tipo elementos termossensíveis
Tipo ampola de vidro – Sprinkler que opera pela ruptura do bulbo de vidro, devido apressão resultante da expansão do fluido contido em seu interior, sob a ação do calor do ambiente.

Tipo Liga Fusível – Sprinkler que opera pela fusão de um de seus componentes sob a influência do calor.

NOTA– Apesar de ser menos utilizado, no Brasil,que o tipo ampola de vidro, os prinkler do tipo liga fusível têm desempenho equivalente e pode ser usado instantaneamente
2. Classificação quanto à distribuição de água
Chuveiros de cobertura padrão – Chuveiro projetado para cobrir áreas de cobertura que dependendo das características de projeto e ambiente, podem variarentre 8,4 e 20,9m² para chuveiros em pé e pendente e 7,4 à 18,2m² para chuveiros laterais;

NOTA– Todos os modelos de sprinklers fabricados pela Skop são do tipo spray e cobertura padrão.
Chuveiro de cobertura estendida – Chuveiro projetado para cobrir uma área maior do que a área de cobertura de chuveiros-padrão e que dependendo das características de projeto e ambiente, podem variar entre 13,7 e 37,2m² para chuveiros em pé e pendente;
NOTA– Atualmente todos os sprinklers de cobertura estendida, disponíveis no mercado brasileiro, são importados.
Chuveiro tipo spray – Chuveiro cujo defletor direciona a água para baixo, lançando uma quantidade mínima de água, ou nenhuma, para o teto, podendo ser de cobertura-padrão ou estendida;
3. Classificação quanto à velocidade de operação
Sprinkler de resposta rápida – Sprinkler que possui bulbo de vidro com 3mm de diâmetro e índice de tempo de resposta (ITR) igual ou menor que 50 (m.s)1/2.
Sprinkler de resposta padrão – Sprinkler que possui bulbo de vidro com 5mm de diâmetro índice de tempo de resposta (ITR) igual ou maior que 80 (m.s) ½.
NOTA IMPORTANTE – Não confunda “cobertura padrão”, que diz respeito à área que o sprinkler vai proteger, com o “resposta padrão”, que está relacionado ao tempo de ativação do sprinkler.
4. Classificação quanto à orientação de instalação
Chuveiro em pé – Chuveiro projetado para ser instalado em uma posição na qual o jato de água seja direcionado para cima, contra o defletor;


Chuveiro embutido – Chuveiro decorativo, cujo corpo, ou parte dele, exceto a rosca, é montado dentro de um invólucro embutido;

Chuveiro flush– chuveiro decorativo, cujo corpo, ou parte dele, incluindo a rosca, é montado acima do plano inferior do teto. Ao ser ativado, o defletor se prolonga para baixo do plano inferior do teto;

Chuveiro lateral – Chuveiro projetado para ser instalado em paredes e descarregar água em direção oposta à parede em que esteja instalado;

Chuveiro oculto – Chuveiro embutido, coberto por uma placa, que é liberada antes do funcionamento do chuveiro;


Chuveiro pendente – Chuveiro projetado para ser instalado em uma posição na qual o jato de água seja direcionado para baixo, contra o defletor.


5. Classificação quanto às condições especiais de uso
Chuveiro decorativo – Sprinkler, pintado ou revestido com camada metálica pelo fabricante;
Chuveiro resistente à corrosão – Sprinkler, fabricado com materiais resistentes à corrosão ou com revestimentos especiais, para ser utilizado em atmosferas agressivas; Como exemplo temos o modelo JL112 da Reliable possui revestimento a corrosão nas cores preta, branca ou ainda revestido em PTFE (Teflon)

Chuveiro seco – Chuveiro fixado a um niple de extensão, que possui um selo na extremidade de entrada, para permitir que a água ingresse em seu interior somente em caso de operação do chuveiro. Este tipo de sprinkler é largamente utilizado em câmaras frigoríficas.
6. Classificação quanto às características de desempenho e projeto
Sprinkler de controle para aplicações específicas (CCAE) – Chuveiro que atua no modo de controle, se caracteriza por produzir gotas grandes de água e que é testado e aprovado para uso em áreas de incêndios de alta intensidade;
Sprinkler de resposta e supressão rápidas (ESFR) – Chuveiro que atua no modo de supressão e que se caracteriza por ter resposta rápida e por distribuir água em grande quantidade e de forma especificada, sobre uma área limitada, de modo a proporcionar rápida supressão do fogo, quando instalado apropriadamente;

CONCLUSÃO:
É fato que todas as especificações técnicas de projeto do sistema, bem como dos sprinklers que serão utilizados, sejam definidos por um (a) projetista especialista, porém é fundamental que todos os envolvidos no processo de elaboração de listas de material, compra, venda, instalação, proprietários de empreendimentos entre outros, tenham o conhecimento mínimo sobre a matéria, de forma que o processo seja facilitado.
De forma resumida temos:
1. Tipos de chuveiros automáticos conforme o tipo elementos termossensíveis
Tipo ampola de vidro
Tipo Liga Fusível
2. Classificação quanto à distribuição de água
Chuveiros de cobertura padrão
Chuveiro de cobertura estendida
3. Classificação quanto à velocidade de operação
Sprinkler de resposta rápida
Sprinkler de resposta padrão
4. Classificação quanto à orientação de instalação
Chuveiro em pé
Chuveiro embutido
Chuveiro flush
Chuveiro lateral
Chuveiro oculto
Chuveiro pendente
5. Classificação quanto às condições especiais de uso
Chuveiro decorativo
Chuveiro resistente à corrosão
Chuveiro seco
6. Classificação quanto às características de desempenho e projeto
Sprinkler de controle para aplicações específicas (CCAE)
Sprinkler de resposta e supressão rápidas (ESFR).
fonte: skop.com.br

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cateteres periféricos: novas recomendações da ANVISA garantem segurança na assistência.


Confira, na íntegra, as recomendações para cateteres periféricos, que abordam cuidados e diretrizes desde a higiene das mãos até sua remoção do corpo do paciente
A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgou em 2017 uma série de publicações sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde. Dentro do “Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde”, há um capítulo especial sobre as recomendações para cateteres periféricos, com informações práticas fundamentais para garantir a segurança do paciente.
As diretrizes envolvem sete tópicos: Higiene das mãos, Seleção do cateter e sítio de inserção, Preparo da pele, Estabilização, Coberturas, Flushing e manutenção do cateter periférico, Cuidados com o sítio de inserção e Remoção do cateter.

Confira o conteúdo na íntegra:
4.1 Recomendações para cateteres periféricos
4.1.1 Higiene das mãos
1. Higienizar as mãos antes e após a inserção de cateteres e para qualquer tipo de manipulação dos dispositivos. (II)
a) Higienizar as mãos com água e sabonete líquido quando estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.
b) Usar preparação alcoólica para as mãos (60 a 80%) quando as mesmas não estiverem visivelmente sujas.
c) O uso de luvas não substitui a necessidade de higiene das mãos. No cuidado específico com cateteres intravasculares, a higiene das mãos deverá ser realizada antes e após tocar o sítio de inserção do cateter, bem como antes e após a inserção, remoção, manipulação ou troca de curativo.
4.1.2 Seleção do cateter e sítio de inserção
1. Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, na viscosidade do fluido, nos componentes do fluido e nas condições de acesso venoso21-23. (II)
2. Não use cateteres periféricos para infusão contínua de produtos vesicantes, para nutrição parenteral com mais de 10% de dextrose ou outros aditivos que resultem em osmolaridade final acima de 900 mOsm/L, ou para qualquer solução com osmolaridade acima de 900 mOsm/L24-26. (II)
3. Para atender à necessidade da terapia intravenosa devem ser selecionados cateteres de menor calibre e comprimento de cânula22-23. (II)
a) Cateteres com menor calibre causam menos flebite mecânica (irritação da parede da veia pela cânula) e menor obstrução do fluxo sanguíneo dentro do vaso. Um bom fluxo sanguíneo, por sua vez, ajuda na distribuição dos medicamentos administrados e reduz o risco de flebite química (irritação da parede da veia por produtos químicos).
4. Agulha de aço só deve ser utilizada para coleta de amostra sanguínea e administração de medicamento em dose única, sem manter o dispositivo no sítio21-22. (II)
5. Em adultos, as veias de escolha para canulação periférica são as das superfícies dorsal e ventral dos antebraços. As veias de membros inferiores não devem ser utilizadas a menos que seja absolutamente necessário, em virtude do risco de embolias e tromboflebites26-29. (II).
6. Para pacientes pediátricos, selecione o vaso com maior probabilidade de duração de toda a terapia prescrita, considerando as veias da mão, do antebraço e braço (região abaixo da axila). Evite a área anticubital28. (III)
7. Para crianças menores de 03 (três anos) também podem ser consideradas as veias da cabeça. Caso a criança não caminhe, considere as veias do pé28. (III)
8. Considerar a preferência do paciente para a seleção do membro para inserção do cateter, incluindo a recomendação de utilizar sítios no membro não dominante. (III)
9. Evitar região de flexão, membros comprometidos por lesões como feridas abertas, infecções nas extremidades, veias já comprometidas (infiltração, flebite, necrose), áreas com infiltração e/ou extravasamento prévios, áreas com outros procedimentos planejados. (III)
10. Usar metodologia de visualização para instalação de cateteres em adultos e crianças com rede venoso difícil e/ou após tentativas de punção sem sucesso29-32. (I)

4.1.3 Preparo da pele
1. Um novo cateter periférico deve ser utilizado a cada tentativa de punção no mesmo paciente28 (III)
2. Em caso de sujidade visível no local da futura punção, removê-la com água e sabão antes da aplicação do antisséptico33. (III)
3. O sítio de inserção do cateter intravascular não deverá ser tocado após a aplicação do antisséptico (técnica do no touch). Em situações onde se previr necessidade de palpação do sítio calçar luvas estéreis33,34. (III)
4. Realizar fricção da pele com solução a base de álcool: gliconato de clorexidina > 0,5%, iodopovidona – PVP-I alcoólico 10% ou álcool 70%7,33-35. (I)
a) Tempo de aplicação da clorexidina é de 30 segundos enquanto o do PVPI é de 1,5 a 2,0 minutos. Indica-se que a aplicação da clorexidina deva ser realizada por meio de movimentos de vai e vem e do PVPI com movimentos circulares (dentro para fora) (III). b) Aguarde a secagem espontânea do antisséptico antes de proceder à punção (III).
5. A remoção dos pelos, quando necessária, deverá ser realizada com tricotomizador elétrico ou tesouras. Não utilize laminas de barbear, pois essas aumentam o risco de infecção36. (II)
6. Limitar no máximo a duas tentativas de punção periférica por profissional e, no máximo, quatro no total21. (III)
a) Múltiplas tentativas de punções causam dor, atrasam o início do tratamento, comprometem o vaso, aumentam custos e os riscos de complicações. Pacientes com dificuldade de acesso requerem avaliação minuciosa multidisciplinar para discussão das opções apropriadas.

4.1.4 Estabilização
1. Estabilizar o cateter significa preservar a integridade do acesso, prevenir o deslocamento do dispositivo e sua perda.
2. A estabilização dos cateteres não deve interferir na avaliação e monitoramento do sítio de inserção ou dificultar/impedir a infusão da terapia28.1
3. A estabilização do cateter deve ser realizada utilizando técnica asséptica. Não utilize fitas adesivas e suturas para estabilizar cateteres periféricos28,37. (III).
a) É importante ressaltar que fitas adesivas não estéreis (esparadrapo comum e fitas do tipo microporosa não estéreis, como micropore®) não devem ser utilizadas para estabilização ou coberturas de cateteres.
b) Rolos de fitas adesivas não estéreis podem ser facilmente contaminados com microorganismos patogênicos.
c) Suturas estão associadas a acidentes percutâneos, favorecem a formação de biofilme e aumentam o risco de IPCS.
4. Considerar dois tipos de estabilização dos cateteres periféricos: um cateter com mecanismo de estabilização integrado combinado com um curativo de poliuretano com bordas reforçadas ou um cateter periférico tradicional combinado a um dispositivo adesivo específico para estabilização38,39. (III).

4.1.5 Coberturas
1. Os propósitos das coberturas são os de proteger o sítio de punção e minimizar a possibilidade de infecção, por meio da interface entre a superfície do cateter e a pele, e de fixar o dispositivo no local e prevenir a movimentação do dispositivo com dano ao vaso.
2. Qualquer cobertura para cateter periférico deve ser estéril, podendo ser semioclusiva (gaze e fita adesiva estéril) ou membrana transparente semipermeável7,33.(I)
a) Utilizar gaze e fita adesiva estéril apenas quando a previsão de acesso for menor que 48h. Caso a necessidade de manter o cateter seja maior que 48h não utilizar a gaze para cobertura devido ao risco de perda do acesso durante sua troca (III).
3. A cobertura não deve ser trocada em intervalos pré-estabelecidos (III).
4. A cobertura deve ser trocada imediatamente se houver suspeita de contaminação e sempre quando úmida, solta, suja ou com a integridade comprometida. Manter técnica asséptica durante a troca40. (II)
5. Proteger o sítio de inserção e conexões com plástico durante o banho (III).

4.1.6 Flushing e manutenção do cateter periférico
1. Realizar o flushing e aspiração para verificar o retorno de sangue antes de cada infusão para garantir o funcionamento do cateter e prevenir complicações28. (III).
2. Realizar o flushing antes de cada administração para prevenir a mistura de medicamentos incompatíveis28. (III)
3. Utilizar frascos de dose única ou seringas preenchidas comercialmente disponíveis para a prática de flushing e lock do cateter41-44. (III)
a) Seringas preenchidas podem reduzir o risco de ICSRC e otimizam o tempo da equipe assistencial. (III)
b) Não utilizar soluções em grandes volumes (como, por exemplo, bags e frascos de soro) como fonte para obter soluções para flushing. (III)
4. Utilizar solução de cloreto de sódio 0,9% isenta de conservantes para flushing e lock dos cateteres periféricos28, 41-45.
a) Usar o volume mínimo equivalente a duas vezes o lúmen interno do cateter mais a extensão para flushing. Volumes maiores (como 5 ml para periféricos e 10 ml para cateteres centrais) podem reduzir depósitos de fibrina, drogas precipitadas e outros debris do lúmen. No entanto, alguns fatores devem ser considerados na escolha do volume, como tipo e tamanho do cateter, idade do paciente, restrição hídrica e tipo de terapia infusional. Infusões de hemoderivados, nutrição parenteral, contrastes e outras soluções viscosas podem requerer volumes maiores. (III)
b) Não utilizar água estéril para realização do flushing e lock dos cateteres. (III)
5. Avaliar a permeabilidade e funcionalidade do cateter utilizando seringas de diâmetro de 10 ml para gerar baixa pressão no lúmen do cateter e registrar qualquer tipo de resistência28,41-45.
a) Não forçar o flushing utilizando qualquer tamanho de seringa. Em caso de resistência, avaliar possíveis fatores (como, por exemplo, clamps fechados ou extensores e linhas de infusão dobrados).
b) Não utilizar seringas preenchidas para diluição de medicamentos.
6. Utilizar a técnica da pressão positiva para minimizar o retorno de sangue para o lúmen do cateter28,45,46.
a) O refluxo de sangue que ocorre durante a desconexão da seringa é reduzido com a sequência flushing, fechar o clamp e desconectar a seringa. Solicitar orientações do fabricante de acordo com o tipo de conector valvulado utilizado.
b) Considerar o uso da técnica do flushing pulsátil (push pause). Estudos in vitro demonstraram que a técnica do flushing com breves pausas, por gerar fluxo turbilhonado, pode ser mais efetivo na remoção de depósitos sólidos (fibrina, drogas precipitadas) quando comparado a técnica de flushing contínuo, que gera fluxo laminar. (II)
7. Realizar o flushing e lock de cateteres periféricos imediatamente após cada uso28.

4.1.7 Cuidados com o sítio de inserção
1. Avaliar o sítio de inserção do cateter periférico e áreas adjacentes quanto à presença de rubor, edema e drenagem de secreções por inspeção visual e palpação sobre o curativo intacto e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer sinal de desconforto, como dor e parestesia. A frequência ideal de avaliação do sítio de inserção é a cada quatro horas ou conforme a criticidade do paciente28, 47. (III)
a) Pacientes de qualquer idade em terapia intensiva, sedados ou com déficit cognitivo: avaliar a cada 1 – 2 horas.
b) Pacientes pediátricos: avaliar no mínimo duas vezes por turno.
c) Pacientes em unidades de internação: avaliar uma vez por turno.

4.1.8 Remoção do cateter
1. A avaliação de necessidade de permanência do cateter deve ser diária28.
2. Remover o cateter periférico tão logo não haja medicamentos endovenosos prescritos e caso o mesmo não tenha sido utilizado nas últimas 24 horas48. (III)
3. O cateter periférico instalado em situação de emergência com comprometimento da técnica asséptica deve ser trocado tão logo quanto possível49,50. (III)
4. Remover o cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações ou mau funcionamento27,51.
5. Rotineiramente o cateter periférico não deve ser trocado em um período inferior a 96 h. A decisão de estender a frequência de troca para prazos superiores ou quando clinicamente indicado dependerá da adesão da instituição às boas práticas recomendadas nesse documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril27,51. (II)
6. Para pacientes neonatais e pediátricos, não trocar o cateter rotineiramente. Porém, é imprescindível que os serviços garantam as boas práticas recomendadas neste documento, tais como: avaliação rotineira e frequente das condições do paciente, sítio de inserção, integridade da pele e do vaso, duração e tipo de terapia prescrita, local de atendimento, integridade e permeabilidade do dispositivo, integridade da cobertura estéril e estabilização estéril. (II)
fonte: .segurancadopaciente.com.br