quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Primeiros Socorros para Picadas de Cobras Peçonhentas

Quando estamos em meio à natureza, em local selvagem (ou nem tão selvagem assim), dependendo do lugar, da época e do calor, é normal nos depararmos com alguns animais cruzando nosso caminho, especialmente cobras. Muitas delas são venenosas, e uma picada de cobra pode até mesmo ser fatal. Veja nesse artigo como identificar os tipos de cobras e como agir em cada caso.
Antes de falar das cobras, é importante explicar o que são animais peçonhentos: são aqueles que possuem estruturas como ferrões ou dentes para injetar a peçonha, que é uma toxina (ou uma mistura de várias toxinas) de origem exclusivamente animal cujo objetivo é alterar o metabolismo de outro ser vivo, por motivo de defesa ou alimentação.
Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, animais peçonhentos e venenosos não são a mesma coisa. Um animal venenoso apenas produz uma substância tóxica (veneno), mas não tem como injetá-la dentro de outro animal. Nesses casos, o envenenamento acontece de forma passiva, geralmente por toque, pressão ou ingestão do animal venenoso.
Já o animal peçonhento, como já falamos, é capaz de injetar a substância em outro ser vivo. Alguns exemplos de animais peçonhentos são aranhas, escorpiões, abelhas e cobras. Nesse artigo, abordaremos especificamente as cobras.
Como Identificar Se a Cobra é Peçonhenta
No caso de acidentes com cobra, a coisa mais importante é saber identificar se ela era peçonhenta ou não. Existem muitas formas de identificar: pelo formato da cabeça, estreitameto da cauda, etc. Mas existe uma dica que é a mais fácil e vale para todas as cobras peçonhentas, exceto a Cobra Coral Verdadeira. É simples assim:
Se a cobra for peçonhenta, ela terá um orifício (fosseta loreal)
entre os olhos e a narina.
Se a cobra não tiver o orifício e não for uma Cobra Coral, a picada a princípio não trará qualquer risco de vida.
No entanto é importante ficar atento ao fato que no Brasil, temos algumas espécies conhecidas como “semi-peçonhentas” (opistóglifas), com dentes inoculadores no fundo da boca. Na maioria dos casos, mesmo que uma espécie desta chegue a morder, não causa complicações médicas, porém, existem alguns casos, dependendo da espécie e da reação da pessoa, em que pode ser necessária intervenção médica para conter alguns dos sintomas, portanto, após a picada de qualquer cobra fique sempre muito atento às reações, se os sintomas não passarem procure assistência médica. 
Se você identificar que a cobra é venenosa, será preciso procurar ajuda médica com urgência. Nesse caso, é importante tentar identificar qual o gênero de cobra peçonhenta (Jararaca, Cascavel, Surucucu ou Coral Verdadeira). Se você não souber identificar, o ideal seria capturar e levar ela junto ao hospital (viva ou morta). Normalmente a captura é arriscada, por isso uma alternativa é fotografar ou filmar o animal (pode ser com o celular mesmo!). Isso já irá ajudar na identificação do gênero para que a vítima receba o soro mais apropriado.
Tipos de Cobras Peçonhentas
Como comentamos antes, há quatro tipos de cobras peçonhentas que podem causar acidentes no Brasil:
Jararacas
São cobras do gênero Bothrops. Existem diversas espécies de Jararacas e elas são facilmente encontradas por todo o país. Todas são peçonhentas e as espécies mais causadoras de acidentes no Brasil. Se não houver aplicação de soro, a taxa de mortalidade é estimada em 7%. Mas, com uso de soro antiofídico e tratamentos, a taxa pode ser reduzida para 0,5% a 3%. Os acidentes causados por cobras do gênero Bothrops são chamados Acidentes Botrópico.
Identificação: Como existem muitas espécies de Jararacas, a variação nos padrões de escamas e no tamanho pode variar muito (de 70 cm a 2 m de comprimento). Geralmente o corpo tem tonalidades de bege, com umas marcações em forma de “X” em preto ou marrom, mas há variações nos padrões geométricos e cores.


Sintomas: A picada causa dor imediata e inchaço no local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada. Pode ocorrer ainda sangramento bocal (nas gengivas) e, se a busca apelo atendimento não for rápida, a vitima pode expelir sangue também pela urina. Pode levar a complicações como insuficiência renal e necrose no local da picada.
Cascavel
São cobras do gênero Crotalus e Sistrurus. Popularmente conhecidas por terem um “chocalho” no final da cauda. São encontradas em toda América, preferencialmente em regiões secas, áreas pedregosas e arenosas. A cascavel só ataca se sentir-se ameaçada, primeiramente ela usa o chocalho para afastar os predadores. Os acidentes causados por cobras do gênero Crotalus são chamados Acidente Crotálico.
Identificação: As cascavéis costumam ser fáceis de serem identificadas pois possuem um chocalho característico na cauda, que é agitado quando se sentem ameaçadas. Os guizos produzem um som característico de chocalho.

Sintomas: sensação de formigamento no local da picada, dificuldade de manter os olhos abertos, visão turva ou dupla, dores musculares seguido de contrações musculares generalizadas e urina escura.
Surucucu
São cobras do gênero Lachesis, as maiores cobras da América Latina, podendo chegar a 4m de comprimento. São encontradas principalmente na Amazônia e algumas áreas de Mata Atlântica (da Paraíba até o Norte do Rio de Janeiro). Os acidentes causados por cobras do gênero Lachesis são chamados Acidente Laquético, no Brasil eles são raros já que essas cobras costumam habitar zonas com não muito povoadas.
Identificação: As surucucus tem o corpo amarelado/alaranjado com desenhos escuros (ou pretos) bem marcados. É possível identificar também pela cauda que possui escamas eriçadas. Diferente da Cascavel, ela não tem guizos, mas é capaz de emitir sons, esfregando contra a folhagem um pequeno osso que possui na extremidade da cauda. Ela possui uma das maiores presas de inoculação.
Sintomas: Os sintomas são iguais aos do Acidente Botrópico (da Jararaca), descrito acima com dor, inchaço no local, manchas arroxeadas, sangramento pelos orifícios da picada, sangramentos bocal (nas gengivas) e também pela urina. Mas além do que já havia sido descrito, esse tipo de peçonha pode causar ainda vômitos, diarreia e queda da pressão arterial, podendo levar à morte se o atendimento correto não for feito imediatamente.
Cobra Coral Verdadeira
É uma espécie de cobra extremamente venenosa, suas cores características facilitam a identificação. São cobras de hábitos noturnos, que costumam se abrigar sob folhas, galhos, pedras, buracos ou dentro de troncos em decomposição. Não são agressivas, só atacam quando se sentem ameaçadas. Seu veneno é forte e de ação rápida. Os acidentes causados pela Cobra Coral Verdadeira são chamados Acidente Elapídico. 
Identificação: A Coral apresenta coloração em anéis vermelhos, pretos e brancos (ou amarelos), em sua circunferência. Para identificar se a cobra é verdadeira ou falsa, tem uma regra fácil: Na coral verdadeira os anéis vermelhos não encostam nos anéis de cor preta, sempre há um anel branco ou amarelo entre as duas cores. Já na falsa o vermelho encosta no preto. Veja nas imagens abaixo:
Cobra Coral Verdadeira
À esquerda Coral Verdadeira, à direita a Coral Falsa
Vale comentar que a cobra coral falsa não é peçonhenta, na verdade ela nem mesmo pertence ao mesmo gênero ou família.
E para complicar, ainda existem corais pretas com anéis brancos (Micrurus albicinctus) cujo os mímicos (Atractus latifrons) são identicos em relação a coloração. E, em casos raros, existem corais com o dorso completamente pretos (Leptomicrurus sp.). – Contribuição Diego Cavalheri
Sintomas: no local da picada não se observa alteração importante, os sintomas do envenenamento caracterizam-se por visão turva ou dupla e aspecto sonolento.
Como prevenir
É importante comentar que a maioria das cobras só ataca um ser humano quando se sente ameaçada. Por isso ao avistar uma cobra, desvie do caminho dela, deixando ela seguir o caminho dela e você o seu.
Além disso vale também seguir as dicas abaixo:
– Use sempre calçado fechado e calças compridas. Se estiver em um local que é conhecido por ter cobras use botas de cano alto ou perneiras para proteger a parte de baixo das pernas.
– Preste atenção onde coloca as mãos quando for se apoiar para pegar impulso ou até mesmo na hora do descanso.
– Não mexa com as cobras, mesmo que estejam ou pareçam mortas. Ainda assim, elas podem injetar veneno.
– Se você deixar seus sapatos fora da barraca, antes de calçá-lo, certifique-se de que não tem alguma intrusa se abrigando dentro dele. Cobras gostam de se abrigar em locais quentes, escuros e úmidos, exatamente como sua bota ficará após uma caminhada. 
– Procure limpar o local onde irá montar a sua barraca, tirando gravetos, folhas mortas, cascas de árvores. As cobras e outros animais peçonhentos costumam ficar escondidos nesses locais durante o dia para à noite sair para explorar. Faça essa limpeza com cuidado, pode ter uma cobra escondida embaixo de pedras e troncos.
– Nunca, jamais deixe a porta da barraca aberta especialmente de noite quando a maior parte das cobras está ativa.
Primeiros socorros
O que fazer em caso de picadas por Cobra Venenosa:
– Lavar o local da picada apenas com água, sabão ou soro fisiológico.
– Manter o paciente deitado e o mais calmo possível, porque agitado o sangue se espalha mais rápido e o veneno também.
– Manter o paciente hidratado, dando pequenos goles de água a ele.
– Procurar o serviço médico o mais rápido possível, como sempre frisamos somente médicos podem prescrever um medicamento a uma vitima de qualquer acidente.
– Se possível, levar o animal para identificação (morto ou vivo). Se não for possível filme ou fotografe. A identificação do animal, por uma pessoa capacitada faz com que o soro correto seja aplicado já que cada cobra precisa de um soro diferente.
O que NÃO fazer em um atendimento de Primeiros Socorros.
– Não faça sucção do veneno, porque isso é mito.
– Não faça torniquete ou garrote.
– Não corte o local da picada.
– Não coloque folhas, pó de café ou outros contaminantes na ferida.
– Não ofereça bebidas alcoólicas à vítima.
– Não dê qualquer medicamento à vítima.
Procure um hospital!
O mais importante, em qualquer situação de picada de animais peçonhentos, é deslocar a vítima o mais rápido possível para o hospital, para que ela possa receber o soro adequado de acordo com o tipo de peçonha da cobra.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Parques Públicos da Paraíba os mais Seguros do Brasil.


SOCIEDADE BRASILEIRA DE PROTEÇÃO HUMANA 
Segurança Global da População em Parques Urbanos – O inspirador exemplo de João Pessoa na Paraíba, na preservação ambiental e da incolumidade dos frequentadores de parques e áreas verdes públicas.
***Aparecido da Cruz
Introdução
Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Entretanto, pelo menos 90% dessas lesões poderiam ser evitadas ou minimizadas com atitudes de prevenção, monitoramento eficaz e pronto atendimento nos locais onde estes acidentes podem mais acontecer. No período compreendido de 2008 a 2013, foram registrados 18 casos fatais, não sendo computados a esses, alguns dados combinados de afogamento e outros acidentes em parques públicos pela falta de uma pesquisa especifica e interessada sobre o tema.
Ora! Quem frequenta um parque público ou uma área verde urbana, deseja apenas, que sua estadia e a de seus familiares seja agradável e principalmente segura, desta forma dotar o ambiente de ferramentas que propiciem prevenção constante, monitoramento adequado e sistematizado, além da promoção da preservação ambiental e pronto atendimento, não é algo utópico ou distante da realidade como poderíamos pensar. Isto já existe, além de testado e aprovado pela população, representando um avanço significativo na consolidação da incolumidade dos frequentadores.
Esta capacidade de a Administração Pública mostrar-se disposta a promover ambientes salubres, aliados à preservação do meio ambiente é a proposta inicial deste trabalho, que usa como seu case as atividades dos Bombeiros Profissionais Civis na Cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba como seu referencial teórico e prático, culminando com a percepção de um serviço de excelência e um exemplo para o Brasil, haja vista que as experiências produzidas naqueles espaços, são reais e apontam para um modelo inovador e legitimo, onde quem mais ganha é a população.

Palavras chave: Meio Ambiente, Parques Urbanos, Preservação, Segurança.
1 - Conceitos Básicos e Definições
Entende-se por Parque urbano uma área verde com função ecológica, estética e de lazer, no entanto, com uma extensão maior que as praças e jardins públicos.
De acordo com o Art. 8º, § 1º, da Resolução CONAMA Nº 369/2006, considera-se área verde de domínio público "o espaço de domínio público que desempenhe função ecológica, paisagística e recreativa, propiciando a melhoria da qualidade estética, funcional e ambiental da cidade, sendo dotado de vegetação e espaços livres de impermeabilização".
As áreas verdes urbanas são consideradas como o conjunto de áreas intra urbanas que apresentam cobertura vegetal, arbórea (nativa e introduzida), arbustiva ou rasteira (gramíneas) e que contribuem de modo significativo para a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental nas cidades. Essas áreas verdes estão presentes numa enorme variedade de situações: em áreas públicas; em áreas de preservação permanente (APP); nos canteiros centrais; nas praças, parques, florestas e unidades de conservação (UC) urbanas; nos jardins institucionais; e nos terrenos públicos não edificados.
São exemplos de áreas verdes urbanas: praças; parques urbanos; parques fluviais; parque balneário e esportivo; jardim botânico; jardim zoológico; alguns tipos de cemitérios e faixas de ligação entre áreas verdes.

2 - A mais que surpreendente João Pessoa Com 432 anos de historia, 24 quilômetros de uma orla empolgante, 211.475 Km² de extensão territorial, 723.514 mil habitantes de acordo os dados divulgados pelo Censo IBGE de 2010, e com um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – idhm de 0,763 (maior do estado), conforme dados também do IBGE, a Capital paraibana, dentre muitas outras características tem um bioma exuberante e um verão que dura quase o ano inteiro.
Segundo dados disponíveis no site da prefeitura de João Pessoa, “natureza, história, eventos, monumentos, gastronomia, artesanato e cultura estão presentes em praticamente todos os lugares da cidade”. Que também abre as portas para o futuro com a Estação Cabo Branco, uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer que se destaca no ponto extremo oriental na Praia de Cabo Branco. São mais de cinco mil metros quadrados de área destinados à promoção de eventos culturais e artísticos que movimentam a Capital. Inaugurada em 2008, a obra impressiona os turistas tanto pela beleza quanto pela grandiosidade do monumento que foi erguido entre a reserva de Mata Atlântica e o mar.
3 – Um grande exemplo a ser seguido
No Parque Sólon de Lucena, mais conhecido como Parque da Lagoa, importante cartão postal da cidade e point de lazer de primeiríssima qualidade, encontramos mais de 35 mil metros quadrados de passeios pavimentados, além de uma revitalização concebida não só para admirar monumentos, mas e, também para curtir em família, num ambiente seguro e convidativo,
O local conta com praças, ciclovia, pista de Cooper, pista de skate, além de quiosques, banheiros públicos, um posto policial, guarda municipal e a presença de Bombeiros Civis (mediante licitação) que asseguram ainda mais um ambiente incólume e salubre. O serviço de Bombeiros Civis, além de inovador e altamente competente, goza de 100% de aprovação popular, além de ser um exemplo para todo o Brasil, principalmente no tocante a preservação e incolumidade dos frequentadores e transeuntes, bem como uma iniciativa pioneira e referencial para esta modalidade.
Em uma breve pesquisa junto a mais de noventa e cinco parques urbanos em todo o território nacional, nas maiores cidades brasileiras, frequentados por mais de 40 milhões de visitantes por ano, em nenhum deles identificou-se qualquer serviço congênere ou com características similares. O que se
percebeu pela pesquisa, quando existente, foi um aparato com foco exclusivo nas ações de prevenção a delitos, na maioria dos casos ineficazes, pois nem todos os agentes envolvidos com este tipo de atividade tem capacitação técnica para tal fim.
 
3.1 – O que não seguir como exemploJá em alguns lugares do Brasil, temos exemplos que não gostaríamos que fossem acompanhados, um deles, trata-se do Parque das Rosas, um dos mais antigos da capital de Goiás. O parque é um dos cartões postais da cidade, que além de lago, mirante, pista de Cooper, parque infantil e local de exercícios para os cidadãos, abriga o Zoológico de Goiânia, numa área frequentada por milhares de pessoas por ano.
Em uma visita ao parque em dezembro de 2016, época em que o parque recebe numero grande de visitantes, o pedalinho, importante e disputada atração, percebemos que a atividade não dispunha de salva vidas. E que embora, houvessem coletes salva vidas, a mão de obra que operava tal equipamento público aparentava não ter capacidade técnica para operá-lo.
Por volta das 15:00 horas do dia 27 de dezembro de 2016, diante de uma chuva torrencial que caia sobre a cidade, crianças, jovens, idosos e seus respectivos acompanhantes foram enchendo permissivamente o frágil atracadouro dos pedalinhos, sobrecarregando-o, o que por pouco não se tornou em uma grande tragédia. Por falta de uma simples ação preventiva, o final de ano de algumas famílias quase se tornou um momento trágico.
Se o parque gozasse de efetivo empenhado e preocupado com a incolumidade, como acontece em João Pessoa, certamente em uma simples ronda de rotina ou apontamento preventivo, tal acontecimento jamais ocorreria, restando a todos a boa, agradável e prazerosa sensação de estar livre de qualquer perigo, ou seja, a segurança.

4 – O Zoobotânico de João Pessoa
De acordo com dados da Prefeitura de João Pessoa, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara recebe anualmente cerca de 110 mil pessoas. Ainda conforme dados da Wikipédia, com área de 26,8 hectares, a reserva é tombada pelo IPHAEP - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, desde 26 de agosto de 1980. Coberto por resquício de Mata Atlântica, o parque apresenta centenas de animais de dezenas de espécies, entre os quais araras e jacarés, dentre outros, assim como uma infinidade de plantas da flora brasileira.
Popularmente chamado de “BICA”, em virtude de uma fonte natural de água potável em seu centro, o parque é um Oasis no meio da cidade, pois se constitui em um verdadeiro santuário ecológico encravado no centro da capital paraibana. O parque é ainda um dos raros deste tipo, praticamente vizinho ao centro urbano num bairro semi central.

4.1 – Uma lenda indígena que vale a pena ser conhecida e registrada
De acordo com algumas fontes, o primeiro manancial d’agua de João Pessoa foi a fonte da Igreja de São Francisco; depois a famosa ‘Bica’, no parque Arruda Câmara, bairro de Tambiá, que significa ‘olho d’agua’. Diz a lenda que uma índia tabajara por nome Aipe ou segundo algumas grafias Iapré, chorando a morte do amado que ali havia sido enterrado fez nascer uma fonte d’agua de excelente qualidade, na qual enxugava suas lagrimas oriundas da saudade com seus imensos cabelos.
O registro desta lenda neste artigo remete a idéia de que “conhecendo a historia e seus valores, seremos capazes de reconhecer sensibilidade para melhoria”, ou seja, “onde havia lagrimas pela ausência da vida e amplificação da saudade, brota a água essência da vida”. E nisto a administração publica de João Pessoa faz escola e historia, pois em convenio com o Corpo de Bombeiros Civis e Voluntários da Paraíba, fundado em 28 de Fevereiro de 2009, de forma harmoniosa e competente, instalou um posto de Bombeiros Civis dentro do Parque Zoobotânico para
atendimento aos frequentadores, o que representa não só um salto na promoção da incolumidade, como também um serviço de apoio a preservação ambiental de monta singular, prestando assim um serviço a população de extrema grandeza e relevância.

4.2 – A opinião de quem faz
De acordo como o Chefe de Instrução do Corpo de Bombeiros Civil Voluntario da Paraíba Romério Ricardo de Souza, “o serviço é bastante relevante e essencial a toda população pessoense e turistas, devido as inúmeras situações adversas e atendimentos realizados, principalmente nos finais de semana e feriados onde há maior concentração de pessoas. Hoje contamos com efetivo diário de cinco a dez Bombeiros Civis que prestam o serviço voluntário na Bica trazendo mais tranquilidade e segurança as famílias que frequentam o parque.
Ainda segundo Romério, “no parque da Lagoa contamos com três Bombeiros Civis do Grupamento de Bombeiros Civis da Paraíba fazendo a prevenção de acidentes e atendendo mais de dez ocorrências por dia, desde uma simples queda de prm na procura de crianças perdidas e fazem um trabalho de prevenção ao suicídio, pois há registro de várias pessoas que chegam no local tentando suicídio.
De acordo com a gestão da atividade do CBCVPB, o serviço nos parques de João Pessoa gera uma economia incalculável aos cofres públicos, tendo em vista a parceria com o SAMU, que não precisa se deslocar para atendimentos onde não há necessidade de uma Unidade Móvel e também os possíveis trotes que deixaram de ser feitos no local onde os profissionais estão. Ainda no mesmo contexto, ressaltamos a importância da informação repassada ao SAMU, para que seja deslocada a unidade correta para o atendimento a ser realizado, ou seja, uma básica para atendimentos menos complexos ou avançada para casos mais graves finaliza Romério.

4.3 – O testemunho de quem já precisou e teve pronta e eficaz resposta
Não são poucos os relatos espontâneos, além de testemunhos informados pelos cidadãos pessoenses e frequentadores assíduos ou ocasionais dos referidos espaços públicos, que em forma de agradecimento pelo atendimento prestado pelos bombeiros civis, se sentem impelidos em noticiar o fato com louvor e admiração. Tanto no “Parque da Lagoa”, quanto do Parque Zoobotânico, a “Bica”, são turistas e moradores, que diante da atenção prestada pelos bombeiros civis, não deixam passar a oportunidade de registrar a “importância do serviço a sociedade paraibana” - conforme um dos relatos recentes recebidos pela corporação.
No breve relato ainda, o beneficiário da ação reconhece que “sem sombra de duvidas, uma cidade mais humana e próxima de sua população é construída através de ações como esta; gente cuidando de gente” finaliza Delanney Neto em seu registro entregue ao grupamento que o atendeu no inicio de setembro deste ano no Parque da Lagoa. essão até uma PCR (parada cárdia respiratória)”. Os Bombeiros Civis a serviço na lagoa, também age

5 – Conclusão
Para não terminar, foi objetivo deste nosso pequeno artigo a Segurança Global da População em Parques Urbanos – O inspirador exemplo de João Pessoa na Paraíba, na preservação ambiental e da incolumidade dos frequentadores de parques e áreas verdes públicas, apresentar um case de sucesso e que pode ser facilmente replicado em todo o território nacional.
Não foi nosso objetivo no entanto, esgotar o assunto ou minimizá-lo, dadas suas proporções e múltiplas possibilidades, mas fomentar maiores estudos e incentivar a criação de novos artigos que tratem do tema com maior clareza e maestria. Vislumbra-se, no entanto que, se o exemplo fala por si, temos nele a oportunidade de aprender que ações como este modelo, tende a ser uma porta aberta para a prevenção de acidentes, a salubridade global dos frequentadores e uma fonte na promoção da preservação ambiental.
Por fim ficou demonstrado que o aumento significativo na sensação de segurança da população nos parques públicos onde há a presença dos bombeiros civis gera maior incolumidade, além da observância na proteção ao meio ambiente, ingredientes que são fundamentais para a garantia dos princípios de vida tranquila em sociedade, constatando-se que, a hipótese de interface colaborativa potencializa não só o valor organizacional das instituições, como reforça o aspecto de ferramenta de gestão eficaz, inovadora e perspicaz. Com isso espera-se que se considere esta interface colaborativa relevante, fomentando a criação, estruturação e funcionamento desse modelo pela administração pública em todo o país.
Aparecido da Cruz é Chefe da Divisão Integrada de Saúde, Segurança e Gestão Ambiental da Universidade Federal de São Paulo – Campus Guarulhos; membro do Grupo de Pesquisadores em Redução do Risco de Desastres; Especialista em Proteção e Defesa Civil, Segurança do Trabalho e Direito Militar. Coordenador Nacional do NUPREC e Membro Diretor da Sociedade Brasileira de Proteção Humana.

REFERENCIAS BASICAS
1- Anotações pessoais do autor em visitas ao Parque das Rosas em Goiânia - Goiás e aos Parques Arruda Câmara e Sólon de Lucena em João Pessoa na Paraíba.
2 - BRASIL MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, disponível em http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/areas-verdes-urbanas/parques-e-%C3%A1reas-verdes acessado em 12 de Agosto de 2017.
3 - BRASIL. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, disponível em: http://cod.ibge.gov.br/1LN6 acessado em 15 de agosto de 2017.
4 - Corpo de Bombeiros Civis da Paraíba e Grupamento de Bombeiros Civis Voluntários da Paraíba - Informações, testemunhos e serviços.
5 - Site da Prefeitura Municipal de João Pessoa. Consultado em 12 de agosto de 2017. Disponível em: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/secretarias/semam/
6 - Wikipédia a enciclopédia livre na internet. Acessado em 05/09/ 2017 e disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Arruda_C%C3%A2mara

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Conhecimento sobre risco de incêndio é fundamental no dimensionamento do sistema de sprinklers

Vamos ajudar você a identificar em que classificação de risco se encontra o local que você deseja instalar um sistema de sprinkler.
Uma boa escolha para a proteção de qualquer patrimônio é a instalação de um sistema de sprinklers de qualidade. Uma das principais definições que deverá ser feita antes da implementação do sistema, é levantar corretamente o grau de risco de incêndio que as ocupações possuem.
Vamos ajudar você a identificar em que classificação de risco se encontra o local que você deseja instalar um sistema de sprinkler. Para isto vamos recorrer à norma de projeto que estabelece os requisitos mínimos para o projeto e a instalação de sistemas de proteção contra incêndios por chuveiros automáticos (ABNT NBR10897:2014).
Confira as definições de risco conforme o requisito 4 da norma
Ocupações de risco leve
São compreendidas as ocupações ou parte das ocupações onde a quantidade e/ou a combustibilidade do conteúdo (carga incêndio) é baixa, tendendo à moderada, e onde é esperada uma taxa de liberação de calor de baixa a média.
Ocupações de risco ordinário
Grupo 1: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a combustibilidade do conteúdo é baixa e a quantidade de materiais combustíveis é moderada. A Altura de armazenamento não pode exceder 2,4m. São esperados incêndios com moderada taxa de liberação de calor.
Grupo 2: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade de conteúdo é de moderada a alta. A altura de armazenamento não pode exceder 3,7m. São esperados incêndios com alta taxa de liberação de calor.
Ocupação de risco extra ou extraordinário
Grupo 1: São compreendidas as ocupações ou parte de ocupações onde a quantidade e a combustibilidade de conteúdo são muito altas, podenso haver a presença de pós e outros materiais que provocam incêndios de rápido desenvolvimento, produzindo alta taxa de liberação de calor. Neste grupo, as ocupações não podem possuir líquidos combustíveis e inflamáveis.
Grupo 2: Compreendem as ocupações com moderada ou substancial quantidade de líquidos combustíveis ou inflamáveis.
Para classificação de risco e formas de proteção em áreas de armazenamento, devem ser consultados os requisitos da norma ABNT NBR 13792.
Confira os exemplos de classificação de ocupações conforme o “Anexo A” da norma

Risco Leve
Igrejas
Clubes
Escolas públicas e privadas (1o, 2o e 3o graus)
Hospitais com ambulatórios, cirurgia e centros de saúde
Hotéis, edifícios residenciais e similares
Bibliotecas e salas de leitura exceto salas com prateleiras altas
Museus
Asilos e casas de repouso
Prédios de escritórios, incluindo processamento de dados
Áreas de refeição em restaurantes, exceto áreas de serviço
Teatros e auditórios, exceto palcos e proscênios
Prédios da administração pública
Risco ordinário (grupo 1)

Estacionamentos de veículos e showrooms
Padarias
Fabricação de bebidas (refrigerantes, sucos)
Fábricas de conservas
Processamento e fabricação de produtos lácteos
Fábricas de produtos eletrônicos
Fabricação de vidro e produtos de vidro
Lavanderias
Áreas de serviço de restaurantes
Risco ordinário (grupo 2)

Moinhos de grãos
Fábricas de produtos químicos – comuns
Confeitarias
Destilarias
Instalações para lavagem a seco
Fábricas de ração animal
Estábulos
Fabricação de produtos de couro
Bibliotecas – áreas de prateleiras altas
Áreas de usinagem
Indústria metalúrgica
Lojas
Fábricas de papel e celulose
Processamento de papel
Píeres e embarcadouros
Correios
Gráficas
Oficinas mecânicas
Áreas de aplicação de resinas
Palcos
Indústrias têxteis
Fabricação de pneus
Fabricação de produtos de tabaco
Processamento de madeira
Monstagem de produtos de madeira
Risco extraordinário (grupo 1)

Hangares
Áreas de uso de fluídos hidráulicos combustíveis
Fundições
Extrusão de metais
Fabricação de compensados e aglomerados
Gráficas (que utilizem tintas com ponto de fulgor menos de 100 F (38 C)
Recuperação, forulação, secagem, moagem e vulcanização de borracha
Serrarias
Processos da indústria têxtil: escolha da matéria-prima, abertura de fardos, elaboração de misturas, batedores, cardagem, etc.
Estofamento de móveis com espumas plásticas.
Risco extraordinário (grupo 2)

Saturação com asfalto
Aplicação de líquidos inflamáveis por spray
Pintura por flowcoating
Manufatura de casas pré-fabricadas pu componentes pré-fabricados para construção (quando a estrutura final estiver presente e tiver interiores combustíveis)
Tratamento térmico em tanques de óleo abertos
Processamento de plásticos
Limpeza com solventes
Pintura e envernizamento por imersão

É importante que o contratante conte com a ajuda de um especialista e de uma empresa qualificada em projetos de sistemas de prevenção por sprinklers, para auxiliar nas definições e dimensionamentos mais apropriados para cada área protegida. Para uma boa indicação de empresas especializadas em projetos de sistemas de Sprinklers, sugerimos a consulta a Associação Brasileira de Sprinklers (ABSPk).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Equipe de Intervenção Rápida (RIT) Qual a finalidade?



RIT - Rapid Intervention Team

O termo pode ser traduzido como Equipe de Intervenção Rápida, é basicamente é um grupo de dois ou mais bombeiros com a função de resgatar outro(s) bombeiro(s) em perigo.
O RIT não é um grupo de busca primária, nem de combate a incêndio. Esta equipe fica de prontidão do lado externo da edificação, podendo auxiliar em funções como avaliação 360o, abertura de acessos, ventilação e montagem de linhas de ataque, mas sempre em prontidão caso seja necessário resgatar algum bombeiro.
Geralmente não é uma equipe de primeira resposta na ocorrência - as primeiras equipes na cena realizarão o combate e a busca primária, se necessário.
Pode ser montada em qualquer tipo de incêndio estrutural, mas é mais usada em incêndios maiores (casas de alvenaria de grande porte, edifícios, grandes comércios, indústrias).
Durante as operações de combate e busca primária, podem ocorrer colapso de estruturas, quedas, desorientação e falta de ar no EPR, levando o bombeiro a pedir socorro via rádio ("Mayday").
Nestes casos, o RIT entra em ação para retirar o(s) bombeiro(s) da edificação.
estudos comprovaram que, diante de uma situação de falta de ar no EPR com desorientação, não sendo o bombeiro capaz de encontrar a saída por conta própria, o melhor a se fazer é solicitar socorro pelo rádio e permanecer em repouso.
Quando o alarme do EPR começa a soar (indicando que o ar está acabando), geralmente se tem de 3 a 5 minutos para sair da edificação, dependendo do esforço e da condição física do bombeiro. Se o bombeiro permancer em repouso, este tempo passa de 20 minutos!
Quando um bombeiro pede socorro - se for possível - é importante que ele se identifique, tente dar um ideia de onde se encontra, informe o nível de ar no seu EPR e as condições do local (colapso de estruturas, fumaça do chão ao teto, chamas, etc).
Dependendo do nível de ar, o RIT poderá ter que levar um EPR extra para conseguir extrair o bombeiro sem que este - ou o próprio RIT - fique sem ar.
Existem algumas ferramentas básicas que um RIT deve ter à mão para facilitar o resgate. Entre elas:
Alavanca Halligan, Machado de arrombamento,Corta-vergalhão,Serra policorte, Motosserra,Bolsa com cabo (50m ou mais, para poder ter um guia de saída),
EPR extra.Lanternas,Rádio.Se disponível, levar junto uma câmera térmica.
Os equipamentos que o RIT vai levar para dentro da edificação dependerão do local onde se encontra o bombeiro a ser resgatado, do nível de ar nos cilindros, do tipo de edificação, etc. A decisão é baseada na experiência do time para antever possíveis dificuldades.
Mas lembre-se que o RIT pode ter que carregar um ou mais bombeiros para fora da edificação. Portanto, quanto menos peso, melhor.
O RIT deve ser formado preferencialmente por bombeiros experientes e em boa condição física, pois a busca e a extração do(s) bombeiro(s) exigirá velocidade, decisão rápida e força.
Outro ponto importante é, sempre que possível, contar com uma equipe de pré-hospitalar no incêndio para atendimento dos bombeiros. Caso haja vítimas (não bombeiros), outras ambulâncias deverão ser solicitadas, sempre permanecendo uma delas no local.

Fonte:ncendioseresgates.blogspot.com.br

Conheça as novas alteração da NR 20 ( Líquidos Combustíveis e Inflamáveis).

No dia 06/07/2017 o MTE - Ministério do Trabalho e Emprego, emitiu a Portaria nº 872 onde aprova as diretrizes e requisitos mínimos para utilização da modalidade de ensino à distância (EaD) e semi-presencial para as capacitações previstas na Norma.
É sabido que Educação à distância evoluiu muito nos últimos anos e já é realidade para muitos brasileiros. O avanço da tecnologia permite que as pessoas possam estudar a qualquer hora, qualquer lugar e no seu ritmo.
Essas características influenciam bastante no momento que o aluno escolhe fazer um curso presencial ou à distância. Porém conforme levantou o MTE algumas NRs possuem peculiaridades que exigem que o aluno tenha formação semi-presencial(Parte Prática). Ou seja, ele poderá fazer parte do conteúdo pelo sistema online e parte na própria empresa ou escola o que for melhor para ambas as partes.
A educação à distância possui diversos benefícios como permitir que o aluno possa realizar qualquer curso independente de onde mora. Pode se manter atualizado sem que isso interfira no andamento de suas atividades.
A questão levantada pelo Ministério do Trabalho são os cuidados que devem ser levados em consideração quando o aluno realiza todo o curso online. Independente da modalidade deve-se haver responsabilidade com a formação e a capacitação dos empregados nas competências necessárias à execução de suas atividades.
A portaria impõe regras muito importantes, como: 
a. Os cursos Básico, Intermediário, Avançado I e Avançado II, cujos conteúdos estão elencados no Anexo II da NR-20, não poderão utilizar-se exclusivamente da modalidade de ensino à distância em razão da previsão expressa no Anexo II da NR-20 de conteúdo programático prático como uma das etapas da capacitação. 
b. As capacitações que utilizam ensino à distância ou semi-presencial devem ser estruturadas com a mesma duração de nida para as respectivas capacitações na modalidade presencial. 
c. As atividades práticas obrigatórias devem respeitar as orientações previstas nas NR-20 e estar descritas no Projeto Pedagógico do curso. 
d. Somente serão válidas as capacitações realizadas na modalidade de ensino à distância ou semi-presencial que sejam executadas em um Ambiente Virtual de Aprendizagem apropriado à gestão, transmissão do conhecimento e à aprendizagem do conteúdo. 
De acordo com essas mudanças o empregador deverá fornecer a seus funcionários formação e conhecimento online e semi-presencial, caso essa medida não seja atendida o empregador poderá ser autuado. O ANEXO III da NR 20 determina o conteúdo programático que deve ser seguido para estar de acordo com as exigências do MTE e também quais cursos sofrerão alterações conforme abaixo.
Cursos que podem ser feitos online
* NR 20 - Integração 
* NR 20 - Específico
Cursos que devem ser feitos semi-presencial
* NR 20 - Básico 
* NR 20 - Intermediário 
* NR 20 - Avançado I * NR 20 - Avançado II
O Instituto Santa Catarina está preparado e realizando os cursos com um modelo onde cumpri com todas as novas exigências da NR-20.
É importante lembrar que os cursos à distância e semi-presencial devem atender aos requisitos constantes do Anexo III da NR-20 para que seus certificados sejam reconhecidos pelo Ministério do Trabalho.
fonte: institutosc.com.br


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Roupa de Aproximação Dicas e Finalidades.

ROUPA DE APROXIMAÇÃO FINALIDADES:
As roupas de aproximação são projetadas para proporcionar proteção limitada contra o calor e chamas. Elas devem, também, oferecer razoável proteção química contra substâncias que podem existir no local da ocorrência, sem, contudo, reduzir a capacidade de mobilidade do bombeiro, devendo ainda, serem confortáveis, leves e de fácil colocação.
As roupas devem possuir partes refletivas de alta reflexibilidade, de forma a permitir uma melhor visualização do bombeiro em ambientes escuros ou que apresentem dificuldades para uma boa visibilidade.
O blusão oferece proteção para o tronco e membros superiores, e a calça para o quadril e membros inferiores.
As roupas de aproximação, quando utilizadas em operações de salvamento não relacionadas a incêndios, operações de atendimento pré-hospitalar, e desencarceramento de vítimas, devem ainda, oferecer proteção contra:
Penetração de alguns fluidos de automóveis e alguns outros produtos químicos;
Penetração de sangue e outros fluidos corporais;
Chuva e jatos d’água de mangueiras; e
Clima frio;
O combate a incêndio é uma atividade ultra-arriscada e inevitavelmente perigosa.
Para reduzir os riscos de morte, queimaduras, ferimentos, doenças e enfermidades, você deve ler cuidadosamente e seguir estritamente todas as recomendações técnicas de combate a incêndio, bem como as instruções de uso da roupa de proteção e demais equipamentos.
ATENÇÃO
Não utilize a sua roupa de proteção para combate a incêndio até que você tenha sido rigorosamente treinado pela sua Empresa ou pela Escola de Bombeiros na utilização correta da roupa de proteção e nas técnicas de combate a incêndio.
Muitas roupas de combate a incêndio são constituídas de três camadas:
uma estrutura externa,
uma barreira de umidade
e um forro térmico.
Tipicamente, a barreira de umidade e o forro térmico são costurados juntos para constituir o sistema do forro interno.
Em alguns modelos, este forro interno pode ser removido para limpeza, inspeção e descontaminação.
ATENÇÃO
A roupa de proteção nunca deve ser usada sem o forro interno em seu devido lugar.
fonte: wandersonmonteiro.wordpress.com