quarta-feira, 4 de maio de 2016

Projeto de Taborelli também prejudicará Igrejas

Ao ter conhecimento do projeto de lei 543/2015, de autoria do deputado estadual Pery Taborelli, que trata da obrigatoriedade de estabelecimentos contratarem bombeiros civis, o pastor Sebastião Rodrigues, presidente da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus de Mato Grosso (Comademat), pediu que o Conselho Político da entidade elaborasse um documento destinado ao referido parlamentar externando o quanto a proposta também será prejudicial à Igreja.

O secretário do Conselho Político da Comademat, pastor Ildo Rodrigues, justificou ao Jornal A TRIBUNA que, primeiro, o projeto de lei não desobriga os templos religiosos dessa contratação e, segundo, que as Igrejas têm um caráter filantrópico, sendo sem fins lucrativos. “Do jeito que está no projeto, as Igrejas em todo o Estado estarão sujeitas aos dispositivos legais nele previstos, sendo uma forma de escravidão com vínculo empregatício”, avaliou.

Para exemplificar, o pastor Ildo informou que a Igreja Assembleia de Deus possui dois grandes espaços em Rondonópolis, sendo o templo central e o Centro de Evangelismo, este com capacidade para cerca de 10 mil pessoas sentadas. Com a vigência do projeto de lei do Taborelli, explica que o Cento de Evangelismo precisaria ter 24 bombeiros civis permanentes e mais 1 bombeiro civil para cada 500 pessoas, em caso de evento. O Grande Templo, em Cuiabá, por sua vez, tem capacidade para cerca de 22 mil pessoas sentadas.

Dessa forma, o presidente da Comademat, segundo Ildo, está preocupado com os prejuízos que esse projeto de lei vai causar, caso aprovado, para as Igrejas dos 141 municípios do Estado. Diante da solicitação, o documento ao referido parlamentar deve ser protocolizado por ocasião da Convenção Ordinária dos Pastores das Assembleias de Deus de Mato Grosso, no próximo dia 10 de maio. Além da entrega do documento, o Conselho Político da Comademat também pretende fazer um apelo junto ao autor da proposta.

Conforme o pastor Ildo Rodrigues, uma das saídas é que essa lei em questão possa ser facultativa e sirva de regulamentação para aqueles que queiram e podem assumir tal compromisso proposto (contratação de bombeiros civis). “O nosso intuito é colaborar com o autor da propositura em informações, que precisavam ser observadas antes de propor essa lei”, argumentou.
fonte atribunamt.com.br

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